DAMARES, DIANTE DE PEDIDO DE SUA CASSAÇÃO, NEGA SUA RESPONSABILIDADE SOBRE TRAGÉDIA YANOMAMI
O pronunciamento da senadora foi feito após a bancada do PSOL pedir a cassação do seu mandato
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) publicou um vídeo nesta sexta-feira (10) em que nega qualquer responsabilidade na crise humanitária na Terra Indígena Yanomami.
A parlamentar foi ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos no governo de Jair Bolsonaro (PL). Na sua gestão, diversos alertas sobre a situação de calamidade dos ianomâmis, em decorrência da expansão do garimpo ilegal no território, foram ignorados.
“Sempre lutei pelos indígenas, sou mãe de uma indígena. Não só amo os indígenas como faço parte dessa família”, disse Damares na gravação, que foi publicada em suas redes sociais.
O pronunciamento foi feito após a bancada do PSOL apresentar uma representação no Senado Federal em que pede a cassação do mandato da ex-ministra por omissão e prevaricação sobre a tragédia indígena.
No pedido, a legenda destacou que a pasta da ex-ministra descumpriu exigências judiciais sobre a situação do povo originário e ignorou recomendações do Ministério Público Federal (MPF) e de organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).
“A Funai [Fundação Nacional do Índio] não estava no nosso ministério, não posso ser responsabilizada por uma atribuição que não era minha“, argumentou Damares.
Na gestão federal anterior, a fundação era braço do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Agora, é parte do recém-criado Ministério dos Povos Indígenas, que tenta contornar a crise.
