TCU PREPARA RELATÓRIO QUE APONTA 29 ÁREAS COM ALTO RISCO DE FRAUDE OU MÁ GESTÃO DO GOVERNO BOLSONARO

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Documento será entregue ao vice-presidente eleito e coordenador da equipe de transição, Geraldo Alckmin, na quarta-feira (16)

TCU e Bolsonaro (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado | Alan Santos/PR)

247 – O Tribunal de Contas da União(TCU) atendeu a um pedido de Geraldo Alckmin (PSB), coordenador da equipe de transição do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e vice na chapa do petista, e elaborou um relatório apontando 29 áreas críticas herdadas do governo Jair Bolsonaro (PL) que “representam riscos por vulnerabilidade à fraude, desperdício, abuso de autoridade, má gestão ou necessidade de mudanças profundas”. O documento será apresentado na quarta-feira (16). A informação é da jornalista Andréia Sadi, do G1. 

Segundo a reportagem, os riscos identificados na Lista de Alto Risco (LAR) da administração pública envolvem áreas “que não tiveram progresso nos últimos cinco anos considerados satisfatórios pela fiscalização do TCU” e “incluem as áreas de saúde, educação, transporte, benefício assistencial, contratação pública, segurança cibernética, obras paralisadas, políticas públicas de inovação, qualidade e transparência dos dados governamentais informatizados e outras”.

Além disso, o TCU está preparando dados que serão disponibilizados à equipe de transição acerca da Fiscalização em Políticas e Programas de Governo de 2021. 

“O relatório consolidou avaliações transversais de seis benefícios de proteção social, correspondentes a cerca de R$ 271 bilhões e cinco programas emergenciais de acesso a crédito para enfrentar a crise da Covid-19, que representaram uma execução orçamentária de R$ 61 bilhões”, ressalta a jornalista. O documento aponta, ainda, que o benefício mais eficiente no combate à pobreza é o Bolsa Família. 

O TCU também deverá entregar na quarta-feira um parecer prévio referente às contas de 2021 do governo Jair Bolsonaro. O material aponta que as contas devem ser aprovadas com ressalvas e destaca  a existência de “desconformidades”, como a falta de transparência das emendas de relator por meio do chamado orçamento secreto, utilizado pelo atual governo para cooptar o apoio de parlamentares no Congresso Nacional. 

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