RACHADÃO, PERGUNTADO PELO N. YORK TIMES, COMO FOI QUE FUGIU, RESPONDEU: “VOU LEVAR PARA O TÚMULO”. QUANDO ATÉ OS MORTOS SABEM
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Aquele que se exibe como muito importante, em medida maior, esconde muita insignificância.
Metrológico
RACHADÃO E SUAS PARVONICES
Em entrevista ao jornal The New York Times, que lhe perguntou como foi que fugiu, Rachadão, querendo se mostrar importante, respondeu: “Como foi, vou levar para o túmulo”.
Coisa de parvo, quando tanto o mundo dos vivos como dos mortos, já sabem.
Na entrevista, a jornalista não se deixou manipular e contrariou todas as informações mentirosas que ele fez, mostrando que era sabido que ele fugiu com medo de ser preso em função de seus crimes, entre eles, lavagem de dinheiro. E que se sabiam muito bem como ele fugiu.
Mas, ele, em sua inquestionável insignificância, quer fazer com que os otários acreditem que ele é um importante personagem histórico que tem um segredo que, em verdade, não passa de sua covarde, grotesca e parlapatônica fuga.
Que segredo. Um segredo tão conhecido como os crimes que é acusado.
Uma farsa tão abestalhada que é capaz de acontecer quando ele chegar ao seu túmulo, o tumulo lhe admoestar: “Não vem que não tem. Ei sei de tudo da tua vida. E não foi o coveiro quem me contou!”.
Como diz Dona Magnólia: “Eu adoro temas tumulares, mas eu nunca vi e nem ouvi, um segredo tumular. Bem que gostaria. Porém, desse Rachadão é que eu não vou ouvir mesmo: ele é tão óbvio que não tem nem interior!”.