JURISTAS PEDIRAM SUSPEIÇÃO DE KASSIO NUNES NO TSE POR CENSURAR “EXÉRCITO DE LULA”

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Publicado por Diario do Centro do Mundo

Kassio Nunes Marques usa terno azul e gravata em ambiente interno. Foto: Reprodução
A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de suspeição por alegada parcialidade partidária contra o presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques. A entidade questiona as decisões que restringiram o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG), segundo a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

O canal de apoio ao presidente Lula (PT) reúne mais de 4 milhões de membros. Procurado, Kassio Nunes Marques não se manifestou sobre o pedido apresentado pela associação.

Na petição, a ABJD sustenta que o ministro teria ultrapassado atribuições administrativas e se sobreposto à atuação do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, relator da ação que trata do caso. A associação pediu que o plenário do TSE analise o incidente.

O pedido surgiu no processo movido pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e Janones. Os juristas também querem que a corte reúna documentos sobre as decisões e os registros dos canais “Exército do Lula” e “Tropa do Flávio”.

Canal de WhatsApp “Exército do Lula”. Foto: Reprodução

Sequência de decisões sobre os canais no WhatsApp

Kassio suspendeu administrativamente o canal de Janones em 11 de outubro. Na mesma data, Cueva solicitou informações à campanha de Flávio antes de examinar um pedido de restrição, e Kassio determinou a volta do “Exército do Lula” por considerar insuficientes os argumentos para uma suspensão integral.

O “Exército do Lula” voltou a funcionar na noite de quarta-feira (14). Para a ABJD, a sucessão de determinações provocou insegurança jurídica e prejudicou a divulgação de conteúdos e a mobilização de apoiadores de Janones durante a campanha.

A associação também questiona por que o canal “Tropa do Flávio”, ligado à campanha do senador, não recebeu restrições semelhantes. O canal foi informado ao TSE em 13 de outubro, após já estar em funcionamento, sem passar pela suspensão de 48 horas aplicada ao grupo administrado por Janones.

Diario do Centro do Mundo

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