COORDENADOR DE LULA DISSE QUE FLÁVIO É A PRÓPRIA “BALA DE PRATA” DA CAMPANHA
Campanha aposta na comparação entre os candidatos, busca eleitores que se abstiveram e prepara acenos ao centro
Lula e Marco Aurelio CarvalhoCRÉDITO: DIVULGAÇÃO
247 – A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma ofensiva política para tentar virar a disputa contra Flávio Bolsonaro no segundo turno, com foco na comparação entre os dois candidatos, na apresentação de propostas para os próximos anos e na mobilização de milhões de eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.
Segundo o UOL, Lula reúne nesta segunda-feira (5), em Brasília, integrantes do PT e aliados de outras legendas para definir a estratégia da reta final da eleição. O encontro está marcado para as 17h, no hotel San Marco, na Asa Sul.
Um dos coordenadores da campanha, Carvalho, afirmou que a estratégia não deve se limitar ao confronto das trajetórias políticas e pessoais dos candidatos. Para ele, Lula também precisará concentrar o debate nas propostas para o próximo mandato.
“Precisamos falar sobre futuro, o que a gente tem de proposta para o futuro. O que está em jogo é uma disputa de projeto para o país”, declarou.
Abstenção entra no centro da estratégia
Outro eixo considerado decisivo é a tentativa de levar às urnas os cerca de 33 milhões de brasileiros que não votaram no primeiro turno.
Após a divulgação do resultado das urnas no domingo (4), Lula indicou que pretende dirigir parte significativa de sua campanha justamente a esse eleitorado.
“Temos 20 e poucos dias pela frente, vamos fazer um apelo aos que não votaram”, afirmou.
A mobilização dos abstencionistas é considerada uma das principais possibilidades de ampliação da votação de Lula no segundo turno. A campanha deverá combinar esse esforço com ações voltadas a eleitores que apoiaram outros candidatos na primeira etapa da eleição.
Campanha prepara acenos ao centro
A equipe de Lula também discute iniciativas destinadas ao eleitorado de centro, especialmente aos brasileiros que não têm identificação com o PT, mas demonstram rejeição à candidatura de Flávio Bolsonaro.
A intenção é ampliar a frente política em torno do presidente e transformar o segundo turno em uma disputa entre projetos distintos para o país, evitando que a campanha fique restrita à mobilização das bases tradicionais de cada candidato.
A reunião desta segunda deverá servir para ajustar o discurso, definir prioridades territoriais e articular a participação de lideranças nacionais e estaduais na campanha.
Entre os participantes previstos estão o ex-ministro Fernando Haddad, que foi derrotado na disputa pelo governo de São Paulo no primeiro turno, e o senador Humberto Costa (PT-PE), reeleito.
Também são esperados os governadores petistas reeleitos Jerônimo Rodrigues, da Bahia, e Elmano de Freitas, do Ceará.
Com pouco mais de 20 dias até a votação decisiva, a campanha de Lula pretende concentrar esforços na ampliação de alianças, na redução da abstenção e na disputa pelo eleitorado que não se identifica diretamente com nenhum dos dois campos políticos.