ALIADOS DE FLÁVIO BOLSONARO TEMEM AÇÃO DE DINO SOBRE INTERFERÊNCIA EXTERNA NA ELEIÇÃO

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Campanha do senador avalia que decisão relacionada a Mariana poderia ter efeitos sobre a disputa eleitoral

Flávio Dino e Flávio BolsonaroCRÉDITO: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM/@FLAVIOBOLSONARO | GUSTAVO MORENO/STF

247 – Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) temem que uma ação em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Flávio Dino, seja utilizada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em possíveis medidas durante o segundo turno das eleições de 2026. As informações são da coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo.

Segundo a apuração, integrantes da campanha de Flávio avaliam até mesmo a possibilidade de o processo ser utilizado para questionar uma eventual vitória do senador. O caso envolve a ADPF 1178, apresentada originalmente pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) para questionar a possibilidade de municípios brasileiros ajuizarem ações em outros países por danos ocorridos no Brasil.

A discussão está relacionada a um processo movido em Londres por prefeituras contra mineradoras estrangeiras em razão do desastre de Mariana, ocorrido em 2015. Dino acolheu a posição apresentada pelo Ibram, com o entendimento de que leis estrangeiras não têm validade no Brasil.

De acordo com a reportagem, aliados de Flávio temem que esse entendimento seja ampliado e utilizado em situações envolvendo ameaças à soberania nacional, tema presente na campanha de Lula.

Ação sobre interferência estrangeira

Na semana passada, a campanha de Lula apresentou a Dino uma ação na qual apontou risco de interferência estrangeira nas eleições brasileiras. A campanha argumentou que o assunto teria relação com o tema analisado pelo ministro no processo envolvendo Mariana.

Entre os receios relatados por aliados de Flávio, está a possibilidade de Dino determinar uma operação de busca e apreensão contra o senador durante o segundo turno. A medida poderia, segundo a avaliação atribuída à campanha, ser justificada pela necessidade de investigar uma eventual intervenção do governo de Donald Trump nas eleições brasileiras.

Segundo a apuração, um integrante da campanha de Flávio criticou o sistema de distribuição de processos no STF. Segundo ele, o mecanismo teria se transformado em um “faroeste caboclo”, em referência à ausência do que considera ser a praxe de distribuição por sorteio.

Para esse integrante da campanha, o encaminhamento da ação relacionada à soberania nacional para a relatoria de Flávio Dino seria um exemplo dessa situação.

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