DEFESA DE CHICO BUARQUE AVALIA ACIONAR CRM APÓS AMEAÇA DE MORTE
Advogados aguardam identificação do autor pela polícia e dizem que cantor já recebeu outras ameaças digitais
247 – A defesa de Chico Buarque pretende acionar o Conselho Regional de Medicina (CRM) após uma ameaça de morte publicada contra o cantor nas redes sociais. A medida será adotada caso a Polícia Civil confirme a identidade do autor do comentário e sua condição de médico.
A representação solicita a abertura de um inquérito para identificar e responsabilizar o autor da ameaça. A manifestação que motivou a denúncia foi retirada do ar pelo jornal por violar as regras de participação do site. O comentário publicado dizia: “Adoraria abreviar a vida deste desgraçado!”
Em declaração ao Metrópoles, os advogados explicaram que a eventual comunicação ao CRM dependerá da confirmação da identidade do responsável e de que ele é médico.
“Após a polícia confirmar oficialmente a identidade do autor da ameaça e, consequentemente, sua condição de médico, a defesa adotará as medidas cabíveis também perante o Conselho Regional de Medicina, para que o órgão competente avalie a conduta atribuída ao profissional”, informaram.
Defesa relata outras ameaças
Os representantes de Chico Buarque também disseram que o cantor já foi alvo de outros episódios semelhantes. Conforme os advogados, ataques pela internet ocorrem há anos e têm relação principalmente com as posições políticas do artista.
“Não se trata de um episódio isolado. Há muitos anos, Chico Buarque é alvo de ataques na internet, especialmente relacionados às suas posições políticas. Esta também não é a primeira vez que ele recebe ameaças por meios digitais”, afirmaram.
Os advogados também diferenciaram manifestações de discordância das ameaças dirigidas ao cantor: “Críticas e manifestações de discordância fazem parte do debate público e são legítimas”.
Na sequência, acrescentaram: “O que não pode ser tratado como normal é quando essa discordância ultrapassa os limites da manifestação de opinião e se transforma em ameaça. É justamente essa diferença que precisa ser observada neste caso”.