LUIS NASSIF: COMO INVESTIGAR OS CONTRATOS DE ANDRÉ MENDONÇA

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O escândalo do Master envolveu entidades públicas e contratos privados. Até agora, os contratos privados são mantidos escondidos

Reprodução.

Até agora, os únicos negócios públicos do ITER – o Instituto criado por André Mendonça após se tornar Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) – são os contratos com entidades públicas. Isso porque há obrigatoriedade de publicação no Diário Oficial da União.

Até agora há R$ 11,4 milhões em contratos públicos acumulados. Mas e os contratos privados? O escândalo do Master envolveu entidades públicas, que depositaram no Master, e contratos privados. Até agora, os contratos privados são mantidos escondidos a sete chaves.

Vamos a uma pequena investigação, tomando por base a sequência de notas fiscais para entidades públicas.

Pista 1 – o encontro de Daniel Vorcaro com André Mendonça, na sede do ITER em São Paulo, foi no dia 14 de março de 2025. A cronologia é bastante precisa: no dia 13 de março, o deputado Cezinha de Madureira avisou Vorcaro da reunião marcada para às 17h do dia seguinte. Em 14 de março, às 16h37, Vorcaro informou que estava a caminho; às 16h43, Cezinha respondeu que o ministro já o esperava. Às 18h40, Vorcaro avisou seu motorista que estava saindo do endereço. 

Pista 2 – no dia 11 de março o ITER emitiu a NFS-2 no 189. No dia 14 de março, emitiu a NFS-2 226. Em apenas três dias foram emitidas até 37 notas para clientes privados, englobando o dia em que Vorcaro visitou o ITER. Podem ser notas de matrículas individuais, podem ser pacotes de matrículas de empresas.

Para que não pairem dúvidas sobre sua idoneidade, faria bem André Mendonça em abrir as contas do ITER, especialmente dos clientes das 37 notas emitidas.

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