RENATO ROVAI: TRUMP VAI USAR HOMEM DE CHÁVEZ E MADURO PARA DAR GOLPE CONTRA LULA
Bastidores apontam que delação de Alex Saab nos EUA e cooperação com a extrema direita brasileira preparam o terreno para uma ingerência sem precedentes nas eleições de 2026
Anote este nome: Alex Saab. Esse colombiano, atualmente preso nos Estados Unidos, pode se tornar a peça central de uma operação de interferência internacional com foco direto nas eleições brasileiras.
As engrenagens de um novo golpe político começam a ser desenhadas nos bastidores de Washington e ecoam com força na geopolítica da América Latina.
A trajetória de Saab é complexa. Ele atuou nos governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, sendo detido pelos Estados Unidos sob acusações de desvio de US$ 350 milhões de dólares de projetos sociais e ligações com o narcotráfico — o manual clássico de acusações que Washington utiliza contra governos considerados refratários à sua hegemonia.
Após idas e vindas judiciais, incluindo uma troca de prisioneiros sob a gestão Biden e uma posterior devolução aos EUA após o sequestro de Maduro, Saab está novamente sob custódia americana.
É justamente aí que o perigo reside. O que começa a vazar nos bastidores da imprensa americana, e que já foi destrinchado pelo jornalista Luiz Carlos Azenha no Portal da Fórum, aponta para a preparação de uma delação premiada dirigida. A meta? Acusar líderes latino-americanos de terem sido financiados por recursos venezuelanos e pelo narcotráfico.
Qual é o próximo grande pleito na região? Exatamente a eleição presidencial no Brasil.
O roteiro é cristalino: usar a figura de Saab para disparar munição contra o presidente Lula e o PT, tentando manchar a imagem do governo federal às vésperas de uma disputa eleitoral crucial.
Essa estratégia não ocorre no vácuo. Reportagem de Plínio Teodoro, na Fórum, mostra que a diplomacia americana e seus tentáculos já mantêm contato direto com influenciadores de direita no Brasil para pautar narrativas de interesse estrangeiro.
O sinal de emergência está ligado. O que se desenha nos escritórios de poder de Washington é uma tentativa coordenada de tutelar a democracia brasileira por meio de lawfare e operações psicológicas.
