PESQUISA MOSTRA QUE 51% CULPAM FLÁVIO BOLSONARO POR TARIFAÇO E 42% DISSERAM QUE A MEDIDA AUMENTOU VONTADE DE VOTAR EM LULA

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IMPACTO

Ainda segundo a pesquisa, 42% disseram que a medida imposta por Trump aumenta a vontade de votar em Lula

O senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Crédito: Reprodução/X

Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (16) mostra que a maioria dos brasileiros atribui ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, a responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. O levantamento indica que 51% dos entrevistados concorda com a versão apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a origem das tarifas.

A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 13 de julho, antes de os Estados Unidos decidirem impor tarifa de 25% aos produtos brasileiros na quarta-feira (15). A tarifa, no entanto, foi anunciada anteriormente, após a conclusão da investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. No comunicado divulgado com a decisão, o governo de Donald Trump afirma que “atos, políticas e práticas irracionais do Brasil prejudicaram o comércio dos EUA” e cita como justificativas políticas relacionadas ao Pix, decisões da Justiça brasileira sobre plataformas digitais, fiscalização ambiental, propriedade intelectual, mercado de etanol e combate à corrupção.

Em resposta, o governo brasileiro anunciou que acionará imediatamente os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica. Em nota divulgada na madrugada desta quinta-feira (16), o Planalto classificou a medida como um “marco lastimável” nas relações com os EUA, afirmou que “não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país” e informou que recorrerá ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Questionados sobre quem teria motivado o tarifaço, se Flávio Bolsonaro ao pedir a Trump a sanção contra o Brasil, como afirma Lula, ou se o próprio Lula ao provocar os Estados Unidos, como alega Flávio, 51% disseram concordar com a versão de Lula. Outros 30% afirmaram concordar com Flávio Bolsonaro e 19% não souberam ou não responderam. No levantamento realizado em junho, 47% concordavam com Lula, 35% com Flávio Bolsonaro e 18% não souberam ou não responderam.

Quando perguntados sobre a razão das tarifas, 49% responderam concordar com Lula de que a medida representa uma retaliação ao Pix. Outros 33% concordaram com Flávio Bolsonaro de que as tarifas são resultado das declarações de Lula contra os Estados Unidos. Outros 10% responderam que não concordam com nenhum dos dois e 8% não souberam ou não responderam. Em junho, os percentuais eram de 46%, 36%, 10% e 8%, respectivamente.

A pesquisa também mediu a percepção dos brasileiros sobre os efeitos das tarifas no cotidiano. Segundo o levantamento, 63% acreditam que as tarifas impostas por Trump aos produtos brasileiros vão prejudicar sua vida ou a de sua família. Outros 31% responderam que não acreditam nesse impacto e 6% não souberam ou não responderam. Em junho, os percentuais eram de 55%, 37% e 8%, respectivamente.

O levantamento mostra ainda que 57% dos brasileiros disseram não saber da viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para tratar do tema. Entre os que conheciam a viagem, 58% afirmaram que ele não tem força para convencer Trump e o governo dos Estados Unidos a voltar atrás nas tarifas contra produtos brasileiros. Outros 34% responderam que ele tem força para isso e 8% não souberam ou não responderam.

A Quaest também perguntou sobre os efeitos do tarifaço na intenção de voto. Segundo a pesquisa, 42% disseram que a medida aumenta a vontade de votar em Lula, ante 39% em junho. Outros 27% responderam que aumenta a vontade de votar em Flávio Bolsonaro, contra 30% no levantamento anterior. Outros 23% afirmaram que aumenta a vontade de votar em outro candidato, mesmo percentual registrado em junho. Outros 8% não souberam ou não responderam, índice que também permaneceu igual ao do levantamento anterior.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-07181/2026.

Editado por: Geisa Marques

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