TRACKING (SONDAGEM DIÁRIA) DO INSTITUTO ATLAS MOSTRA QUE LULA ABRIU MAIS DE 8 PONTOS NA FRENTE DE FLÁVIO BOLSONARO APÓS O CASO DOS R$ 134 MILHÕES COM VORCARO

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Sondagem diária realizada pelo Instituto Atlas revela que senador de extrema direita sofreu um duro golpe entre os eleitores depois da revelação de que recebeu R$ 61 milhões do banqueiro fraudador do Master

Por: Henrique RodriguesPUBLICADO: 15/05/2026 – 
Nova pesquisa Quaest mostra disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro – Foto: Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto/Andressa Anholete/Agência Senado

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A corrida eleitoral deste ano sofreu uma guinada dramática e acelerada nas últimas 48 horas, redesenhando as projeções para o futuro político do país. De acordo com os novos dados do tracking diário do Instituto Atlas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consolidou uma vantagem expressiva de oito pontos percentuais (quando considerados só os votos válidos) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno. O levantamento, atualizado às 11h desta sexta-feira, reflete o impacto imediato e profundo do escândalo de corrupção em que se envolveu o pré-candidato de extrema direita junto ao banqueiro Daniel Vorcaro, figura central do caso Banco Master.

Números do desgaste e a rejeição de centro

Segundo os dados brutos apresentados pela CNN Brasil, o atual mandatário, Luiz Inácio Lula da Silva, aparece agora com 49,1% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registrou um recuo acentuado, fixando-se em 42,6%. A análise dos votos válidos, que exclui brancos e nulos e é o critério utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o pleito, torna o isolamento do senador ainda mais nítido: Lula detém 54% da preferência contra 46% do parlamentar do PL.

Inércia da terceira via e o fator Master

Enquanto Flávio Bolsonaro tenta desesperadamente estancar a sangria de votos e coordenar uma narrativa de defesa com seu núcleo jurídico, outros nomes que buscam o protagonismo no campo da direita e extrema direita observam o movimento sem conseguir, contudo, capitalizar a crise alheia. Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) registraram apenas variações residuais nos levantamentos diários. Embora tenham apresentado uma leve oscilação positiva nas simulações de primeiro turno, os três nomes apresentaram recuo quando testados em confrontos diretos de segundo turno contra o petista, sugerindo que o eleitorado ainda não enxerga neles uma alternativa de consolidação capaz de romper a dualidade atual.

A crise forçou a oposição a adotar uma postura defensiva inédita neste ano legislativo, paralisando pautas de ataque ao governo para focar na contenção de danos. Com a atualização contínua dos dados do Instituto Atlas, a tendência para o final de semana é de uma pressão interna crescente sobre a cúpula do PL. Lideranças partidárias já começam a questionar, nos bastidores, a viabilidade da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, temendo que o desgaste ético comece a transbordar para a imagem da legenda e comprometa o desempenho de candidatos às duas casas do Congresso Nacional e governos estaduais que dependem do aval bolsonarista.

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