GUARDA REVOLUCIONÁRIA DO IRÃ PROMETEU “PERSEGUIR E MATAR” NETANYAHU “SE ESSE CRIMINOSO ESTIVER VIVO”

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Declaração vem em meio a especulações — nenhuma delas confirmadas — sobre suposta morte do primeiro-ministro israelense

Por: Ivan Longo: 16/03/2026 – 
– Protesto contra Netanyahu no Paquistão (Foto: AAMIR QURESHI / AFP)

03:41

AGuarda Revolucionária do Irã afirmou neste domingo (15) que pretende “perseguir e matar” o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

“Se esse criminoso que mata crianças estiver vivo, continuaremos a persegui-lo e vamos matá-lo com toda a força”, declarou a força militar iraniana em comunicado divulgado em seu site Sepah News.

A declaração ocorre em meio a especulações nas redes sociais e em parte da imprensa sobre suposta morte de Netanyahu. Os rumores — nenhum deles confirmados — ganharam força dias sem aparições públicas do premiê israelense e a divulgação de um vídeo dele que, segundo analistas e usuários online, apresenta elementos que indicariam possível uso de inteligência artificial.

O conflito, iniciado após bombardeios israelenses e estadunidenses contra alvos no Irã em 28 de fevereiro, entrou na terceira semana com trocas quase diárias de ataques. Segundo autoridades israelenses citadas pela imprensa local, Teerã disparou cerca de 250 mísseis balísticos contra Israel até 13 de março.

Israel aprova orçamento emergencial para a guerra

Em resposta à escalada, o governo de Netanyahu aprovou um orçamento emergencial de 2,6 bilhões de shekels (cerca de 827 milhões de dólares) para compras militares, segundo o jornal Haaretz. O pacote foi autorizado em reunião telefônica de ministros e será destinado à aquisição de munições, sistemas de armas avançados e reposição de estoques críticos de combate.

O Ministério das Finanças justificou a medida afirmando que, “dada a intensidade dos combates”, surgiu uma necessidade urgente de reforçar a capacidade operacional do país.

Desde o início da guerra, mísseis iranianos e destroços de interceptações deixaram pelo menos 12 mortos em Israel, segundo um balanço da AFP com base em dados de autoridades e equipes de resgate.

O conflito também se ampliou para outras frentes na região. No Líbano, ataques israelenses contra alvos ligados ao Hezbollah já deixaram 773 mortos, incluindo 103 crianças, de acordo com o Ministério da Saúde libanês. A ONU lançou um apelo por 325 milhões de dólares em ajuda humanitária para lidar com a crise de deslocados provocada pela guerra

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou suspeitar que o presidente russo Vladimir Putin possa estar ajudando “um pouco” o Irã no conflito, embora não tenha apresentado provas. Trump também declarou acreditar que o regime iraniano poderá cair no futuro, ainda que “talvez não imediatamente”.

Enquanto isso, o governo iraniano acusa Israel e Washington de tentar “desintegrar” o país. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, prometeu que Teerã dará uma “lição memorável” aos dois países.

A guerra também provocou repercussões militares e de segurança em outros países. A Turquia informou ter abatido um míssil balístico lançado do Irã que entrou em seu espaço aéreo, enquanto um drone de fabricação iraniana matou um soldado francês no Iraque, segundo autoridades de Paris.

Organizações internacionais alertam para o agravamento da crise humanitária. A Organização Internacional para as Migrações afirmou ter recebido pedidos de ajuda de centenas de migrantes que tentam deixar o Irã diante dos bombardeios e deslocamentos em massa causados pelo conflito.

*Com informações da AFP

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