Descobre-se um evento em Nova York, produzido pelo Valor Econômico e patrocinado pelo Banco Master e pela Refit – dois dos maiores golpes da história recente do país. Até aí, revela-se a flexibilidade moral das Organizações Globo.
Mas descobre-se que, em seu discurso solene de abertura, Daniel Vorcaro, do Master, saúda as Organizações Globo e os jornalistas Lauro Jardim e Malu.
A fala provava apenas que ambos eram fontes de Vorcaro. Não provava que estavam em Nova York ou que tivessem recebido qualquer forma de patrocínio. Seria notícia se conseguissem identificar as notícias plantadas por Vorcaro através dos dois.
Imediatamente um influenciador de esquerda, Thiago Reis, que não prima pelo rigor de suas afirmações, divulgou que era prova de que Malu Gaspar e Lauro Jardim eram financiados por Vorcaro.
Daí, veio a nova fake news de que Malu Gaspar teria recebido R$3 milhões do banqueiro em 2024.
Ai o Estadão Verifica chega às raias das minúcias e afirma que a Malu a que Vorcaro se referiu não poderia ser Malu Gaspar porque, naquele momento, ela estava no Rio de Janeiro. E daí? Não poderia ter sido citada? Seria outra Malu, diz o Estadão Verifica. Não existe outra Malu jornalista de O Globo.
É evidente que era Malu Gaspar, como era evidente de que a citação, em si, nada tinha de comprometedora para a jornalista. Nem agrava nem atenua sua campanha midiática.