ADOLESCENTE-CACHORROCIDA, QUE FOI, NA BOA, PARA DISNEY, DEPOIS DE SUBLIMAR SEU ÓDIO CONTRA OS PAIS MATANDO ORELHA, TEVE PEDIDO DE INTERNAÇÃO PELA POLÍCIA

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PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

  E aí, São Lázaro? Onde você estava? Por que você abandonou o Orelha? Isso não se                                                                                   faz com um amigo! 

                                                                                                                                                        

 

Pois é, companheiro Orelha, diferente da maioria dos chamados humanos cuja existência é puro devaneio, e quando morrem só seus familiares realizam os rituais-mistificados como obrigação – quando realizam -, você, companheiro, não teve uma Vida Contingente.

 

Você, companheiro, Orelha, foi Necessário. Na Potência da Substância-Vida, possibilitou, com sua morte-produzida pelos que odeiam os pais, o Primeiro Grande Movimento em Defesa da Vida Animal.

 

O Mundo Inteiro se manifestou em respeito à sua Vida de Devir-Animal: O que causa Mutações e Novas Territorializações, ironicamente, para os Humanos.

 

Companheiro, Orelha pelo que se sabe de você, você foi um personagem do filósofo holandês, Spinoza: Você só compunha Alegria. Nada de Afetos-Tristes. Só Afetos-Alegres que aumentam a Potência de Agir.

 

Nada de orgulho, vaidade, exibicionismo, ambição, hipocrisia, sordidez, canalhice, corrupção, ressentimento, medo, covardia, ódio, inveja, superstição, crença em um deus infantilmente-punidor, nada do que zomba seu companheiro filósofo, Nietzsche, com o “Humano, Demasiado Humano”. Nada desse humano sem Humanidade. 

 

Pois é, companheiro, Orelha, também tentaram cachorrocidiar, na mesma Praia Brava, o outro companheiro, Caramelo afogando-o no mar.

 

Mas, ele teve outra saída: escapou porque conhecia, com Dorival Caymmi que “o mar quando quebra na praia é bonito, bonito”, não é lugar para um cachorro morrer.

 

Principalmente assassinado por sujeitos-sujeitados à força psicopatológica produzida pelo ódio contra seus pais, responsáveis por esse ódio em função de suas negações da autenticidade da existência. Sendo o cachorrocídio a sublimação simbólica do fratricídio    

 

Agora, a polícia de Santa Catarina, o estado que tem o maior número de nazifascista e o governador Jorge Mello compulsivo-bolçonarista, determinou a internação do adolescente que foi para Disney. A Disney a sublime consciência da sensibilidade e inteligência da burguesia. E, também, os indiciamentos dos outros três autores do cachorrocídio.

 

Pois é, companheiro Orelha, o Se não serve para fazer a Vida movimentar-se, mas, em alguns momentos, serve para formar sentença racionalizante: Se os pais fossem sujeitos-históricos comprometidos pela Práxis e a Poieses na Gravidade Existencial, não teriam filhos cachorrocidas e frequentadores-tristes de territórios como a Disney. Mas…

 

Como lembra, Mnemósine Urbanisma: “Havia em Manaus, uma senhora que afirmavam que ela era louca. Mas, na verdade, Orelha, ela era linda, sublime: andava pelas ruas  acompanhada de quase vinte companheiros e companheiras cachorros e cachorras. Sentava no meio da calçada da Avenida Getúlio Vargas e montava seu reinado circundado por suas companheiras e companheiros. Incrível! Logo em Manaus! Mas, ninguém lhe ameaçava nem suas companheiras e companheiros!”. 

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