Supporters of Venezuela's President Nicolas Maduro gather in the streets of Caracas on January 3, 2026, after US forces captured him. President Donald Trump said Saturday that US forces had captured Venezuela's leader Nicolas Maduro after bombing the capital Caracas and other cities in a dramatic climax to a months-long standoff between Trump and his Venezuelan arch-foe. (Photo by Federico PARRA / AFP)
APOIO POPULAR
Marchas foram registradas em Caracas, Barinas e Anzoategui; venezuelanos pediam a permanência de Maduro
Venezuelanos se mobilizam neste sábado (3) em diferentes cidades do país para se posicionar contra os ataque estadunidenses ao país e ao sequestro do presidente Nicolás Maduro. Foram registrados atos na capital Caracas e outras cidades ao redor do país.
Em Barinas, estado onde nasceu o ex-presidente Hugo Chávez, manifestantes se reuniram na capital de mesmo nome para pedir a permanência de Maduro. Entoando gritos de ordem, os venezuelanos pediram a saída dos Estados Unidos e o fim do bombardeio.
A mobilização nas cercanias de Miraflores começou ainda nas primeiras horas da manhã deste sábado (3) (Foto: Federico Parra/AFP)
“Precisamos do retorno de um presidente democraticamente eleito e que trabalhava com o povo. Fora ianques de merda! Apoiamos o governo e o presidente Maduro. Não vamos deixar que eles decidam o futuro do nosso país”, disse Juan Navid Herrera.
Na capital Caracas, venezuelanos se reuniram ao redor do Palácio Miraflores, sede do poder Executivo, para também prestar apoio à Maduro, e pediram ajuda de outros países para condenar as ações dos EUA.
“Que viva a Venezuela livre, revolucionária, do nosso líder Hugo Chávez e do presidente Maduro. A comunidade internacional precisa deixar de covardia e assumir uma postura altiva em defesa do nosso povo. Estão massacrando um povo que quer justiça e que luta por moradia e alimentação. Os EUA não são a polícia do mundo”, afirmou Mariele Agustín.
Manifestantes levaram fotos de Maduro e Chávez para a mobilização, além de faixas com frases pedindo ajuda de outros países e da ONU contra as agressões (Federico PARRA / AFP)
Jaisuri Cortez participou da marcha na capital e afirmou que esse bombardeio afeta a paz e a estabilidade de um país que vivia “em tranquilidade”. De acordo com ela, o período de festas é da virada do ano é muito importante para os venezuelanos e esse bombardeio também é uma forma de afetar a moral do povo.
“Estamos desde cedo nas ruas para pedir a permanência de Maduro, um presidente que esteve com o povo nos momentos mais difíceis, desde as sanções até a pandemia da covid. Ele também conseguiu manter a paz depois de períodos muito duros de ataques não só dos EUA, mas também da extrema direita. Hoje foi a Venezuela, mas já foi Gaza e mais países sentirão isso”, disse.