SITUAÇÃO DOS CORREIOS COMBINA CRISE ECONÔMICA R TRABALHISTA, AFIRMOU PRESIDENTE DE SINDICATO SOBRE A GREVE

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GREVE

Trabalhadores rejeitam proposta do TST e cobram reposição salarial

Profissionais dos Correios| Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil

Em greve desde terça-feira (16), trabalhadores dos Correios denunciam a falta de reajuste salarial e a escassez de pessoal, em um cenário de precarização da estatal. “A situação dos Correios é conjugada” afirma Marcos Sant’Aguida, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Rio de Janeiro, ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

O sindicalista explica que há “esse déficit econômico nos Correios, que chega hoje a 6 milhões de reais”, e os reflexos dessa situação econômica nos direitos trabalhistas.

Na sexta-feira (19), a ministra Kátia Magalhães Arruda, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), determinou que os grevistas mantenham 80% do efetivo normalmente em atividade durante a paralisação. A liminar foi concedida a pedido da empresa contra os sindicatos que representam os funcionários. Em caso de descumprimento, será aplicada multa diária de R$ 100 mil por sindicato.

“Nosso papel é defender nossa categoria em termos de condições de trabalho e salário, mas a proposta do TST negou, e continua negando, a reposição salarial de julho a dezembro de 2025”, afirma.

Sant’Aguida acrescenta que a “maioria esmagadora rejeitou” a proposta do TST, por entender que a reposição salarial é um direito, “inclusive com jurisprudência dentro do próprio tribunal de que todos trabalhadores do Brasil têm o direito de atualização pela inflação no seu salário”.

“Nossa reivindicação está ancorada nesse direito de receber o que está previsto em lei e que todos os trabalhadores do Brasil recebem”, destaca.

O sindicalista declarou também: “O ministro Fernando Haddad só veio a descobrir a situação atual dos Correios durante o governo Lula. Isso significa que o anterior [Jair Bolsonaro] estava omitindo”.

A greve ocorre em um contexto de profunda precarização dos Correios durante o governo Bolsonaro, que buscou a privatização da estatal. Agora, a empresa luta por uma recuperação fiscal. A paralisação reflete a resistência dos trabalhadores ao desmonte da estatal e a luta pela sua reestatização e fortalecimento como serviço público essencial.

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