GALÍPOLO DISSE QUE FALOU COM MORAES SOBRE LEI MAGNITSKY, NÃO BANCO MASTER
Publicado por Jessica Alexandrino
O Banco Central informou que não pretende divulgar comunicados oficiais sobre o conteúdo dessas conversas mantidas ao longo dos últimos meses. Segundo relatos atribuídos a Galípolo, os contatos ocorreram de forma amistosa e não envolveram qualquer tipo de solicitação relacionada a decisões da autoridade monetária.
A explicação desmente a matéria publicada pela jornalista Malu Gaspar nesta segunda-feira (22), no Globo, na qual ela acusa o ministro Alexandre de Moraes de pressionar o presidente da autoridade monetária para intervir em favor dos interesses de Daniel Vorcaro e do Banco Master, em razão de um contrato celebrado pela instituição financeira com o escritório de sua esposa, Viviane.
O presidente do Banco Central tem afirmado a interlocutores que não sofreu pressão de Moraes em relação à tentativa de venda do Banco Master para o BRB nem sobre o processo de liquidação da instituição. A operação de venda foi vetada pelo BC em setembro de 2025, e a liquidação do banco ocorreu posteriormente, em novembro do mesmo ano.

Rumores sobre supostas pressões passaram a circular em Brasília e no mercado financeiro a partir de outubro de 2025. Banqueiros da região da avenida Faria Lima relataram supostos comentários atribuídos ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre contatos frequentes entre Moraes e Galípolo no período que antecedeu o veto à operação.
De acordo com essas versões, Galípolo teria comunicado o episódio ao próprio Lula, ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a integrantes do STF. O presidente do Banco Central, no entanto, nega de forma reiterada ter se sentido pressionado ou ter apresentado mensagens de teor indevido relacionadas a Moraes.
O contexto ganhou atenção adicional após a divulgação de que a advogada Viviane Barci, esposa do ministro do STF, foi contratada pelo Banco Master. Os valores e detalhes do contrato não foram integralmente tornados públicos, e nem a advogada nem a instituição contestaram os números divulgados parcialmente.