CÂMARA PODE VOTAR HOJE ISENÇÃO DE IR PARA SALÁRIOS DE ATE R$ 5 MIL. SAIBA QUANTOS SERÃO IMPACTADOS

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Medida alivia o bolso do trabalhador, garantindo economia de até R$ 4.356,89 ao ano e ampliando o poder de compra

 

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar nesta quarta-feira (1º) o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil a partir de 2026 (PL 1087/25). A sessão está prevista para as 13h55.

A proposta, enviada pelo governo federal em março deste ano, pode representar um alívio significativo no bolso do trabalhador: estima-se que a economia anual com o imposto será de R$ 4.356,89 por pessoa. Ao todo, cerca de 10 milhões de brasileiros devem ser beneficiados diretamente com a isenção total, aliviando a carga tributária da população de renda média.

Segundo o relator da matéria, deputado Arthur Lira (PP-AL), há consenso entre os parlamentares para aprovar também uma isenção parcial para quem recebe até R$ 7.350. No total, aproximadamente 16 milhões de pessoas devem ser impactadas positivamente com a mudança.

Para compensar a renúncia fiscal estimada em R$ 25,8 bilhões por ano, o governo propõe aumentar a taxação sobre contribuintes que recebem acima de R$ 600 mil por ano — o equivalente a apenas 0,13% da população contribuinte, ou cerca de 141 mil pessoas, que hoje pagam, em média, apenas 2,54% de Imposto de Renda.

A proposta já foi aprovada em uma comissão especial da Câmara e, no Plenário, tramita em regime de urgência. Se aprovada, a medida terá impacto direto no orçamento das famílias brasileiras, ampliando o poder de compra da classe média e promovendo maior justiça tributária.

Líder do PT na Câmara, o deputado Lindbergh Farias disse ao UOL que acredita que o governo Lula terá mais de 400 votos a favor do projeto.

Reação da oposição

A oposição ao governo Lula tentará minar o projeto embutindo um debate sobre aumentar a faixa de isenção quem ganha salários acima de R$ 10 mil. A ideia enterraria o projeto, pois o Planalto não condições de compensar esse aumento de renúncia de receita tributária.

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