QUEM CONHECE HOSPÍCIO, SABE QUE NINGUÉM DEVE IR PARA LÁ. MAS PARA ONDE DEVE IR QUEM ASSEMELHA BOLSONARO COM CHE?

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PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

Quem estuda a história da psiquiatria conhece o quanto de mal a instituição responsável pelas estigmatizadas chamadas doenças mentais foi praticado e ainda é – em nome da cura de comportamentos considerados anormais, violentos contra a paz e moral social.

 

Quem sabe o que é o estigma doenças mentais, conhece os métodos praticados contra o corpo, os sentidos e a inteligência dos classificados como loucos e loucas. Sabe o que é acamisa de força, os choques elétricos, as sufocações, além dos coquetéis de drogas que sedam por dias inteiros os estigmatizados abandonados pelas famílias e, principalmente, pelo estado-burguês. 

 

A desumana violência praticada contra tais adesivados enfermos, confirma que o hospício é um território que jamais deveria existir. A psiquiatra brasileira Nise da Silveira, Jorge Gouveia, o ‘Daime’,Franco Basaglia, os anti-psiquiatras Ronald Laing,  David Cooper, o filósofo Foucault,  entre outras e outros confirmam que o hospício não deveria existir. Se existe, deve acabar. Daí a importância da política antimanicomial. 

 

Conhecendo estes horrores atribuídos para a psiquiatria, quando a psiquiatria, verdadeira, não tem qualquer forma desses signos-sádico, deve-se cuidar para o fim do hospício. 

 

Mas existe, no Brasil, uma parte da população que expressa comportamentos que vão além dos diagnósticos desta psiquiatria torturadora do corpo e da alma do paciente. Essa parte, com estes comportamentos, por força de suas condições, jamais poderia ser internada no hospício.

 

Então, pergunta-se: Para onde ela deve ir? E quando se sabe que ela foi além do diagnóstico psiquiátrico? Simples, resposta:

 

Quando ela assemelha Bolçonaro com Che Guevara: “O Che Guevara tinha um carisma como o Bolsonaro. E ele é lembrado até hoje. Tanto que o Fidel não colocou ele pra fora de Cuba, não sossegou. Porque ele atrapalhava a vida do Fidel. Ele tinha um carisma brutal”. 

 

Estas afirmações que ultrapassam, de longe, o hospício, foram evocadas pelo presidente do partido mais fascista do Brasil, Valdemar da Costa Neto.

 

Alguém poderia dizer: “Não poderia ser outro”. Poderia sim. Basta olhar a quantidade de golpistas.

 

E fica a interrogação: Onde deve ser internado, Valdemar da Costa Neto, já que em hospício não pode?

 

Como diz a educadora, Vitória Jara: “Só faltava ele afirmar que foram Bolçonaro e Che, juntos, que criaram a frase: “Eu não tenho culpa se o mundo é marxista! Claro, que Valdemar com sua limitadíssima inteligência nunca saberia dessa verdade proferida por Che!”.

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