FILÓSOFO JOSÉ ALCIMAR: PATRIOTISMO ÀS AVESSAS
Florestan Fernandes, marxista, sociólogo, educador, antropólogo, folclorista e militante.
José Alcimar de Oliveira*
01. O Império do Norte esbraveja, usa de ameaças como estratégia de política externa, mas a sua decadência é inevitável, porque os limites do mundo pertencem ao internacionalismo socialista.
02. Enquanto isso, é preciso dizer, o Império do Meio quase não fala. Não morre pela boca. Não grita. Joga com bola parada. Não se move por ameaças e faz da paciência uma força que não se verga.
03. O Império do Norte, diferentemente do Império do Meio, nasceu ontem. Não se pode brincar com uma civilização que tem mais de 5.000 anos de história e nos últimos 30 anos tirou mais de 800 milhões de sua população da linha da pobreza.
04. Quanto ao Brasil, sob ataque imperialista, cabe não recuar um só passo da soberania. O nacionalismo é uma força ideológica incontornável, pouco importa o tamanho do país.
05. Soberania não é moeda de troca, a não ser para a extrema direita, vassala e entreguista. No Brasil em que habitamos não há lugar para a política traidora do lesa-nação.
06. Afinal, o que rege a consciência dessa espécie de gente senão a estranha lei da heteronomia cognitiva e ética? E tudo isso sob a omissão e o silêncio das instituições, a começar pelo Congresso Nacional.
07. Se o patriotismo, segundo o velho Samuel Johnson, é o refúgio dos canalhas, como classificar esse patriotismo vassalo e às avessas, de quem trama e conspira contra a nação brasileira?
*José Alcimar , é Professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Amazonas. 01 de agosto de 2025.