PGR CONFIRMA USO DA ABIN COMO APARELHO CLANDESTINO A SERVIÇO DE BOLSONARO
Em maio de 2022, GGN foi o primeiro veículo a revelar o uso ilegal da Abin para espionagem política, agora confirmado nas alegações finais da PGR; relembre
Em 517 páginas, o procurador-geral Paulo Gonet pede a condenação de Bolsonaro, de ex-ministros e de militares por envolvimento na trama golpista, e antecipa qual será sua posição no inquérito da chamada “Abin Paralela”.
Segundo Gonet, o uso da agência de inteligência para espionar adversários, interferir em investigações e disseminar fake news eleitorais configura um “gravíssimo desvio de finalidade institucional”.
O nome da agência aparece nada menos que 209 vezes no documento. Um dos principais alvos é o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
“Augusto Heleno preparou a narrativa difundida pelo então presidente da República em diversos pronunciamentos públicos e anuiu com espionagens ilegais, baseadas em interesses particulares de Jair Bolsonaro”, afirmou Gonet.
A avaliação dentro do próprio STF é de que as alegações da PGR são tão robustas que bastaria um “Ctrl C + Ctrl V” para transformar o texto em denúncia formal, de acordo com informação da CNN. A expectativa é que isso ocorra em breve.
O Jornal GGN foi o primeiro veículo a denunciar, em 2022, o uso ilegal da Abin para fins de perseguição política. Os detalhes estão expostos no livro de Luis Nassif, “A Conspiração Lava Jato”.
