EDU B., AFIRMOU QUE NÃO VAI RENUNCIAR. NÃO PRECISA: JÁ FOI! PERCEBAM O SEU OLHAR, REFLEXO DA QUEBRA DOS VÍNCULOS INTEGRATIVOS DE SEU EU
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A psicanalista, Hanna Segal, escrevendo ao filósofo-psicanalista, Richard Wolheim, sobre a questão de atuar pela Fantasia e atuar pelo Desejo, mostra o que ele acredita ser as atuações fantasiosas e como elas se processam.
Para ele existem dois tipos dessas práticas de fantasias;
1 – As Fantasia Disposicionais que têm como base as nossas introjeções arcaicas. E são elas que estruturam nossa personalidade, caráter e modo de comportamento.
2 – As Fantasias Sucedentes que são nossos estados mentais que respondem aos eventos que somos envolvidos.
Acontece, porém, que se as Fantasias Disposicionais são dominadas por identificações-projetivas-onipotentes, as Fantasias Sucedentes não terão qualquer ação.
O que significa que as identificações-projetivas-onipotentes que dominam nosso interior, desintegram os vínculos integrativos de nosso Eu e passamos a experimentar estados dissipados fora do Real.
É essa expressão do olhar do Edu B. quando ele afirma que não vai renunciar.
Daí, que não adianta ele pronunciar o que pronunciar. Suas palavras-tagareladas não anunciam qualquer relação com a Objetividade que é vivenciada pelos Democratas Brasileiro. Não expressam qualquer Desejo como Ação no Mundo.
Pergunta, Seu Lacanoldo: “Quer dizer que nesse caso não se fazem atuais nenhuma das duas fantasias, porque predomina a desvinculação integrativa do Eu, em função da força dominante das identificações-projetivas-onipotentes do extremista? E é por isso que todo extremista encontra-se fora dos zonzos políticos-sociais, ou seja, Democrata?”.