A DEMOCRACIA NÃO ERRA: TODO FASCISTA É COVARDE! OTONI DE PAULA, DEPUTADO BOLSONARISTA, DEPOIS DE AGREDIR E MENTIR CONTRA MORAES, LHE PEDE DESCULPAS PARA NÃO PERDER MANDATO

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por Diario do Centro do Mundo

O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Foto: Reprodução

Réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por ofensas ao ministro Alexandre de Moraes, o deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) se reuniu pessoalmente com o magistrado no mês passado para pedir perdão. Em 2020, o parlamentar chamou Moraes de “lixo”, “canalha”, “esgoto” e “déspota” durante duas lives, após ser alvo de uma decisão que autorizou a quebra de sigilo bancário de parlamentares bolsonaristas no inquérito dos atos antidemocráticos.

Durante o encontro, que durou cerca de 15 minutos, Otoni entregou ao ministro uma carta escrita à mão, na qual reconhece o excesso e afirma ter agido “tomado de forte emoção”. A reunião teve clima cordial, segundo o deputado, que afirmou ter recebido uma resposta compreensiva de Moraes. “Criticar decisões do STF nunca foi o problema, mas os ataques pessoais, sim”, teria dito o ministro.

O parlamentar, que era vice-líder do governo Bolsonaro na época das declarações, afirma agora que manterá suas críticas, mas de forma institucional. “Tenho consciência que errei ao usar adjetivos inapropriados. Continuarei sendo crítico, mas com respeito”, disse à imprensa. Otoni também declarou que o perdão é importante para preservar sua imagem diante da família e da igreja.

Deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ). Foto: Agência Câmara

O processo, aberto em 2020 por difamação, injúria e coação no curso do processo, foi aceito pelo plenário do STF em 2023. Moraes se declarou impedido de julgar o caso, e o relator atual é o ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro. A ação pode resultar na perda do mandato do deputado.

Na carta, Otoni enfatiza sua trajetória como pastor das Assembleias de Deus e se mostra arrependido pela postura adotada em meio à tensão política. “Tal comportamento é inaceitável pela Igreja. Fui seduzido pelo clima de ataque às instituições, o que hoje me envergonha”, escreveu.

Ainda não há data para o julgamento final no Supremo. Nos bastidores, a carta e o gesto de reconciliação foram interpretados como uma tentativa do deputado de evitar a cassação e preservar sua carreira política, marcada por forte alinhamento com o bolsonarismo.

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