EMBAIXADOR DO BRASIL NA ITÁLIA AFIRMOU QUE ZAMBELLI PODE SER PRESA A QUALQUER MOMENTO

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 por Augusto de Sousa

Carla Zambelli, bolsonarista foragida da Justiça. Foto: reprodução

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) está sujeita a ser detida a qualquer momento em território italiano, conforme declarou o embaixador brasileiro na Itália, Renato Mosca, em entrevista à GloboNews. O alerta ocorre após a validação, pelas autoridades italianas, do pedado de inclusão da parlamentar na lista de difusão vermelha da Interpol.

“Evidente que há uma mobilização para deter deputada porque ela está na lista de difusão vermelha da Interpol. As autoridades judiciais italianas acataram o pedido e, hoje, ela poderá ser presa a qualquer momento”, afirmou Mosca. Segundo ele, a polícia italiana já atua para localizar Zambelli, considerada foragida da Justiça brasileira.

O embaixador ainda explicou que, embora não haja um mandado de busca e apreensão, a deputada pode ser detida em qualquer local público. “Ela não pode ser presa dentro do que é considerado um domicílio dela, como uma casa ou um hotel”, disse. No entanto, um mandado de prisão provisória para fins extradicionais, decorrente do pedido brasileiro à Interpol, já foi reconhecido pela Justiça italiana.

 

pedido formal de extradição foi encaminhado ao governo italiano nesta quinta-feira (12). Agora, o processo tramitará na Justiça local, e Zambelli terá direito à defesa. O embaixador estimou que o trâmite pode levar menos de um ano.

Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos e 8 meses de prisão em regime fechado por invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir dados falsos, incluindo um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Após a condenação, ela deixou o Brasil pela Argentina, seguiu para os EUA e depois para a Itália, onde permanece.

Licenciada do mandato por 127 dias, Zambelli afirmou ao blog da jornalista Natuza Nery que não quer ser considerada foragida e busca se “regularizar” na Itália. Ela alega ter deixado o Brasil para se proteger de suposta perseguição política.

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