PRISÕES DE FALSOS MÉDICOS EM MANAUS, COLOCA, OUTRA VEZ, NO PÓDIO A VELHA QUESTÃO DA MORAL E DA DIALÉTICA DA MENTIRA
Fake business man with clipping path
PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG
Já é sabido que toda ilusão que provoca felicidade entorpece e corrompe a razão. É o paroxismo do falso.
Logo, como o sistema capitalista se sustenta na sua contínua propagação de fantasias ilusionistas e seus fiéis se sentem felizes submetidos a força desta ordem regradora, no mundo capitalista/capitalístico tem indivíduo feliz por todos os lados.
A ilusão é um duplo, principalmente quando alguém não se encontra satisfeito consigo.
O sentimento de inferioridade impulsiona a ilusão. É como mudar de pele. Como tentam os tatuados-compulsivos.
São duas as condições, básicas, que o capitalismo excita no indivíduo-iludido: a riqueza e a vaidade.
Um homem e uma mulher, em Manaus, se apossaram de suas ilusões e se transformaram em médico e médica.
Saíram saltitantes a clinicar. A falsa médica se envolveu com a classe médica, deu plantão, participou de congressos médicos, realizou encontros no Congresso Nacional, e coisa e lousa. O médico, também, usou sua falsa profissão para o que ela serve.
Pronto: Os dois conseguiram o que o capitalismo promove: dinheiro e respeitabilidade. Questões moral e dialética.
O tema em questão é a mentira concretizada em forma de falsa profissão. Mas, o capitalismo não existe sem mentira.
Aqui três profissões falsamente-mentirosas com suas identidades:
Falso-Médico: Charlatão. O mundo médico encontra-se muito bem servido. Manaus, por exemplo.
Falso-Político: Falastrão. Só tagarela. O Legislativo e Executivo encontram-se muito bem servido. Tem mentira por todo lado.
Falso-Ator: Canastrão. Principalmente, na televisão, mas o teatro encontra-se, também, bem servido.
E para quem gosta de se passar por sábio ou gosta de tirar sarro de falso sábio, tem essa bela identidade-qualidade:
Filosofastro: Falso filósofo. Principalmente os que acreditam que participar,como aluno, ou ser professor de um curso universitário, lhe faz filósofo.
Como diz, o Doutor Sarro: “Como no capitalismo, a medicina é de mercado, não é errado se passar por mercadoria!”.