ANISTIA É PERDÃO. O PERDÃO É ABSTRAÇÃO-MÍSTICA: NÃO PASSA PELO SISTEMA-NERVOSO-NEURO-COGNITIVO-CEREBRAL COMO O GOLPE. LOGO, NÃO HAVERÁ ANISTIA
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“O descobridor do papel do perdão na esfera dos negócios humanos foi Jesus de Nazaré. (…) descoberta no contexto religioso“, afirma a filósofa-política judia-alemã, Hannah Arendt, em seu livro, A Condição Humana (1958).
Como se sabe, toda experiência que alguém participa, é produzida por componentes físicos-químicos-musculares-psicológicos como matérias que excitam o sistema-nervoso-neuro-cognitivo-cerebral que resultam em representações-mentais.
Tanto os antidemocratas planejadores do golpe, assim como os predadores dos prédios do Judiciário, Executivo e Legislativo fizeram uso de seus sistemas-nervosos-neuros-cognitivos-cerebrais. Todos seus atos passaram a compor suas realidades biológicas e psíquicas.
Cada depredação foi a concretude dessa operação física-química-psíquica em cada participante.
Quando a cabeleireira, Débora, hoje símbolo-esquizofrenogênico dos bolsonaristas-nazifascistas, pichou a estátua da Justiça, foi toda sua realidade bio-psíquica que agiu. Não foi sua imaginação-mistificada negadora do princípio de realidade, no caso a Democracia.
É nesse quadro, que o perdão surge como um produto abstrato-mistificado que não passa pelo sistema-nervoso-neuro-cognitivo-cerebral. Quando, Hannah Arendt afirma que ele é um enunciado religioso, é exatamente o que ela mostra: o perdão é mistificação. Não pode ser tido como verdade-racional.
Quando um misógino espanca sua mulher e depois pede perdão, não muda nada nele. “Perdão meu amor! Eu te amo!” Não muda nada nele, mas as marcas ficaram gravadas nela. Assim, como anistiar torturador não muda nada nele. Ele continua torturador.
Um breve exemplo apresentado por Bolsonaro, para entender melhor. Ele, afirma: “Vamos anistiar todos. Passar uma borracha. Esquecer. Deixar a vida seguir em frente”.
Tudo mistificação. É a anistia como perdão. Esquecer para a vida seguir em frente. Que vida? A Vida não é ficção que um bando de golpistas depois de usarem suas realidades bio-psíquica, agora querem negar com a anistia.
Como afirma, a professora Anistina: “Não vem que não tem! Como anistia é perdão e o perdão não passa pelo sistema-nervoso-neuro-cognitivo-cerebral ele não existe. Logo, não vai ter anistia! Morou, meu!?”.