MANIFESTAÇÃO DE APOSENTADOS NA ARGENTINA PEDE RENÚNCIA DE MINISTRA DA SEGURANÇA
Participantes responsabilizam Patricia Bullrich pela repressão violenta acontecida na semana passada
Policiais observam manifestantes em ato de aposentados em nas cercanias do Congresso argentino – Juan Mabromata/AFP
Foi o primeiro ato de aposentados – que acontece há anos em todas as quartas-feiras – após a violenta repressão contra os manifestantes ocorrida na semana passada. A manifestação acontece no mesmo dia em que os deputados aprovaram o decreto do acordo de Javier Milei com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que permite que o país contraia mais um empréstimo. O país já deve US$ 44 bilhões ao fundo.
O governo argentino preparou uma megaoperação de segurança para o ato. Houve repressão, com uso de gás pimenta e balas de borracha, mas em escala menor do que na quarta passada. Na ocasião, a polícia atacou os manifestantes de maneira generalizada e atingiu de maneira grave o fotojornalista Pablo Grillo, que teve uma fratura no crânio e ficou em estado grave. Grillo segue no internado.
De acordo com o jornal Clarín, Bullrich comemorou os resultados da operação de segurança e considerou que “foi um grande dia para o governo”. “Conseguimos ordem e controle das ruas”, disse. Ela apoiou a atuação das forças de segurança e destacou que “quando não são atacadas, agem com paz e tranquilidade”.
Nos arredores do Congresso argentino, que ficou completamente cercado por policiais, a manifestação contou com a participação das duas Centrais Operárias da Argentina (CTA), o Sindicato dos Trabalhadores da Economia Popular (Utep), vários sindicatos e partidos políticos.