GLOBO, CRIA E PORTA-VOZ DA DITADURA, NO ESTILO, ‘MEU PASSADO ME CONDENA’, TORCEU POR ‘AINDA ESTOU AQUI’, TENDO, RUBENS PAIVA, COMO FICÇÃO
PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG
Enquadramentos-filmográficos.
O Cinema é a Arte. O Filme é a película.
Cinema vem do grego, Kinema: Imagem em Movimento. Movimento-Devir, não deslocamento de objetos em planos.
Walter Salles, diretor do ‘Ainda Estou Aqui”, sabe focar, enquadrar, conhece os planos-filmográficos, mas não é Cinegrafista. É Filmografista. Filma histórias através de planos-imagens sistematizadas. Não cria Imagens como faz o Cinegrafista.
O Festival do Oscar (Oscar Nelson, marido da atriz, Bette Davis) não é festival de Cinema, mas de Filmes cujo caráter maior é o capital. Daí, porque os filmes não passam de mercadorias, e Cinema não é mercadoria.
Neste enquadramento-capitalista-capitalístico, a Globo, cria e porta-voz da ditadura, estava se lixando para o título do filme de Basil Dearden, de 1961, ‘Meu Passado Me Condena”, com o ator, Dirk Bogard. O que lhe importava era – e é- o deus Mamon: Dinheiro. Em linguagem debochada: Capital.
Para a Globo, o resultado não importava, mas o lucro. Como esse passado, de filha da ditadura, Rubens Paiva é ficção. Não foi preso, torturado, assassinado com seu corpo lançado ao mar. O que a faz semelhante aos nazifascistas-bolsonaristas. Por isso procurava fazer do evento uma Copa do Mundo, tipo 70 Milhões em Ação Pra Frente Brasil, enquanto a repressão torturava e matava.
Para ela, com seu pudor-capitalizado, não tem qualquer significado-humano a perseverante memória: ‘Ainda Estou Aqui“. Ou, a Polivocidade-Democrática: Ainda Estamos Aqui!
Mas, o filme do Waltinho, com a talentosa e honesta atriz, Fernanda Torres, levou duas torcidas se expressarem muito bem demonstradas por dois personagens.
Um, disse: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Se a gente torce para o filme ganhar, a gente dá força para a Globo. Se a gente torce para perder, dá força para os nazifascistas-bolsonaristas”.
O outro, disse: O jeito é seguir o que afirma o ateu: “Seja o que deus quiser”.
Como diz, a Cinegrafista, Antoniona Pasolínca: “Com deus ou sem deus, ficamos como o ‘Melhor Filme Internacional’.