ATO EM SP REÚNE CERCA DE 5 MIL PESSOAS CONTRA PERSEGUIÇÃO A COZINHAS SOLIDÁRIAS INICIATIVA DO MTST

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Manifestantes repudiam ação de parlamentares da direita contra a distribuição de comida para pessoas em situação de vulnerabilidade

De acordo com os manifestantes, essa política está sob ataque no Legislativo em âmbito federal, estadual e municipal. O grupo de deputados que atacam a política foi apelidado pelos participantes de “Bancada da Fome”. No dia 13 de fevereiro, por exemplo, o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO) declarou que pretende instituir a “CPI das Quentinhas”, por conta de denúncias de possíveis irregularidades na execução da política. A apuração das denúncias está em andamento.

“É um absurdo o movimento dessa direita elitista e revanchista que tem ódio de pobre e ódio de qualquer iniciativa de emancipação do nosso povo. Essa onda, que vem desde Brasília, vem se espalhando por estados e municípios”, diz Ediane Maria, deputada estadual pelo Psol de São Paulo e integrante do MTST. “Na cidade de São Paulo, a GCM [Guarda Civil Metropolitana] não deixa o pessoal das cozinhas solidárias entregar comida para as pessoas em situação de vulnerabilidade e extrema pobreza. É uma crueldade sem fim”, afirma.

Assessoria de Comunicação/Deputada Estadual Ediene Maria

A militante do MTST e Coordenadora Nacional das Cozinhas Solidárias, Ana Paula Perles, acredita que os ataques à distribuição de alimentos são um reflexo da perseguição política aos movimentos sociais. “As cozinhas nasceram do movimento social e viraram programa federal, por meio de lei sancionada pelo presidente Lula, porque é uma iniciativa eficaz, que dá certo. A Bancada da Fome tem se movimentado para descredibilizar o trabalho que as cozinhas solidárias têm feito no Brasil. Com essa perseguição, eles estão tentando impedir que comida de qualidade chegue para aqueles que precisam. É uma ataque à solidariedade.”

As cozinhas solidárias buscam prover alimentação saudável e adequada em comunidades vulneráveis em todo o país.

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