VISLUMBRANDO O HOTEL CONSTELAÇÃO PAPUDA, BOLSONARO DELIRA QUE SE UM DE SEUS GÊMEOS FOR ELEITO PRESIDENTE, SERÁ SOLTO
PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG
O delírio é a substituição da concretude do mundo objetivo pelas imagens subjetivas constituidoras do Inconsciente do delirante.
Ao delirar, o delirante acredita que a exterioridade confirma suas imagens subjetivas e não há ninguém que possa demovê-lo de sua certeza delirante. Além do mais, esse tipo delírio tem o suporte de outro delírio irrefutável: deus.
Bolsonaro, deslumbrando a beleza e o aconchego do abraço do Hotel Constelação Papuda, passou a fortalecer seu delírio de liberdade. Se reuniu com seus iguais e traçou os percursos delirantes que, para ele, podem lhe libertar: indicar um de seus gêmeos como candidato à Presidência da República e ser seu maior cabo eleitora.
Impulsionado por seu delírio-megalomaníaco, acredita que tem poderes eleitorais para eleger qualquer um ou uma de seu corpo-gemelaridade.
Eleito esse seu gêmeo, que pode ser, Tarcísio. Ou eleita essa sua gêmea, que pode ser, Michelle. Ele será solto.
O bom do sonho é que embora se durma no chão, na rede ou na cama, ele quase sempre se dramatiza fora de onde se dorme. Em qualquer tipo de prisão (prisão no falso amor, na falsa inteligência, explorado no trabalho), há sempre sonho correndo pelo campo. Livre e leve.
Este o grande bem do sonho. Só que quando se acorda, angustia pacas!