QUAL O BOTAFOGO QUE SEU TORCEDOR TORCEU NAS LIBERTADORES E OUTROS JOGO DESDE 2022 ?
PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG
Um time de futebol, como um bloco de carnaval, emerge da condensação de partículas políticas, sociais, antropológicas, econômicas, históricas, religiosas, étnicas, estéticas e éticas de uma determinada Comunalidade. Comunalidade não é comunidade. Esta última é um corpo geo-social-estatístico do poder do estado. Comunalidade, não. Comunalidade são os processuais de devires dos moradores de um território que criam suas próprias singularidades Existenciais e Ontológicas. Territorialização propulsora de que não pode ser destruída por qualquer meio de violência.
Assim, nasce um time de futebol, um bloco de carnaval, que tem em si, as partículas políticas, estéticas e éticas de cada morado desse território-singular. Assim, emerge a realidade-singular dessas duas manifestações como Potência de Agir própria. Por isso, que cada clube tem um uniforme diferente do outro. São as formas e as cores predominantes na história de cada clube como vivência cultural direta em que todos os moradores desse território e os que ainda vão nascer, produzem em existências. E tem jogadores e carnavalescos diferentes. É alma desse território que deve se manter imortalizada.
Como diz, o poeta honrado, Belchior: “Mas veio o tempo negro e a força fez comigo, o mal que toda força sempre faz. Não sou feliz, mas não sou mudo. Hoje eu canto muito mais”. Mas o capitalismo/capitalístico veio e fez com o Botafogo, “o mal que toda força faz”. E mais, para rimar: com o coluio de seus torcedores e diretoria alienados que não conhecem nada da Grandeza Ontológica do time de Garrincha e Nilton Santos.
Se arreganharam sem qualquer pejo para a força-psicopática da Sociedade do Espetáculo, a Sociedade da Mercadoria, como mostra o filósofo, Guy Deboard, e aceitaram que o capital os humilhassem, na pessoa de John Textor, o dono da SAF do Botafogo.
Não foi o Botafogo ,time do meu tio, Lauro, que ganhou a Libertadores, que não liberta nada. Foi o Botafogo mercadoria, com torcedores, diretoria, meios de comunicação,e Textor, todos mercadorias, que afundaram cada vez mais na ficções, mistificação e falsificação do Real que o capitalismo/capitalístico precisa para continuar matando o Desejo oferecendo sublimações para sentimentos de impotência que essa gente não consegue, ele mesma, resolvê-los.
Há quem diga: Só caiu nessa o povão, que é otário, manipulável. Necas, falso sociólogo e psicanalista. Tem professor universitário que se toma por marxista, e, já teve, a ousadia de escrever livro para ensinar a ler, Marx, mas não sabe nada sobre o capitalismo e o mal que fez com seu ex-adorado clube. E, pior: ainda envolve os filhos nesse quadro-esquizo-paranoide do capital, ajudando a histeria das masas sem cognição prevalecer. Como diz o filósofo holandês, Spinoza: A Paixão corrompe a Razão.
Mas, esses torcedores do fantasmagórico, Botafogo, não estão sozinho. O laureado compositor da MPB, que jé teve música gravada pelos chamados grandes da MPB, Guinga é torcedor do Vasco. Em uma entrevista, ele estava tecendo exacerbados elogios ao seu time, quando o entrevistador lembrou que o Vasco era dirigido pelo conturbado, Eurico Miranda. Ao que ele respondeu. É. Mas ele faz o Vasco ganhar. O que ele queria dizer é que o Eurico Miranda, para quem conhece a péssima fama dele, fazia o Vasco ganhar de qualquer maneira.
Esse é o mesmo raciocínio: não importa que o Botafogo não mais represente a sua Comunalidade. Importa é que John Textor fez ele ser campeão da libertadores.