PGR PODERÁ DENUNCIAR BOLSONARO NO INQUÉRITO QUE APURA O ROUBO DAS JOIAS APÓS AS ELEIÇÕES.

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Interlocutores de Paulo Gonet indicam que ele solicitará a produção de mais provas antes de decidir sobre a denúncia contra o ex-mandatário

247 – O indiciamento de Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que investiga o roubo de joias do acervo presidencial, apresentado pela Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal (STF), não significa que o Ministério Público Federal (MPF) seguirá imediatamente o mesmo caminho. Interlocutores do procurador-geral da República, Paulo Gonet, indicam que ele solicitará a produção de mais provas antes de decidir sobre a denúncia contra o ex-mandatário. 

“De perfil calmo e cuidadoso, Gonet deve pedir mais tempo para analisar as investigações realizadas até agora. A intenção não seria postergar as investigações de forma indefinida, mas apresentar, se for o caso, uma denúncia criteriosa, que tenha potencial para resultar em condenação”, destaca a jornalista Carolina Brígido em sua coluna no UOL.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, concedeu um prazo de 15 dias para que Gonet se manifeste. O prazo, porém, começa a contar a partir de 1º de agosto, após o recesso do Judiciário, e as campanhas eleitorais se iniciam em 16 de agosto. Gonet já expressou a intenção de evitar uma denúncia durante o período eleitoral para não tumultuar ainda mais o cenário político. Além disso, assessores próximos revelam que Gonet pretende examinar pessoalmente o relatório da PF e não delegar essa tarefa a um auxiliar. 

Caso opte por não apresentar uma denúncia imediata, Gonet seguirá um precedente já estabelecido. Em 2018, a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, levou cerca de dois meses para denunciar o então presidente Michel Temer (MDB) após a PF apontar indícios de envolvimento do presidente em um suposto esquema no setor portuário. Dodge apresentou a denúncia apenas em dezembro, no último dia antes do recesso do Judiciário. 

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