ISRAEL APROVA MAIOR OCUPAÇÃO DA CISJORDÂNIA EM 30 ANOS
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Apropriação de mais de 12 quilômetros quadrados de território pode comprometer formação de Estado palestino
O governo de Israel aprovou a maior ocupação de territórios na região da Cisjordânia ocupada em mais de 30 anos, uma medida que pode aumentar a escala de tensão em torno dos confrontos na Faixa de Gaza.
Segundo relatório da Peace Now, um órgão israelita de vigilância anti-assentamentos, as autoridades aprovaram a ocupação de 12,7 quilômetros quadrados na região do vale do Jordão, a maior ocupação aprovada desde o início do processo de paz em 1993.
Tal apreensão foi aprovada no final do mês passado, e ocorre após a apreensão de 8 quilômetros quadrados de terras em março, e de outros 2,6 quilômetros quadrados em fevereiro.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, observadores destacam que a recente ocupação liga os colonatos por meio um corredor adjacente à Jordânia, um desenvolvimento que pode comprometer a formação de um futuro Estado palestino.
“É claro para todos que este conflito não pode ser resolvido sem um acordo político que estabeleça um Estado palestino ao lado de Israel – ainda assim, o governo israelense opta por dificultar (o debate)”.
O Peace Now chegou a divulgar uma gravação de efetuada por Smotrich durante a conferência de seu Partido Religioso Nacional-Sionismo Religioso, quando destacou que a média dos confiscos registrados em 2024 foram cerca de dez vezes acima do visto anteriormente.
Em maio, Smotrich – que chegou a declarar publicamente que sua “missão de vida é impedir o estabelecimento de um Estado palestino” – orientou os ministérios israelenses para que preparassem a mudança de mais 500 mil israelenses para a região da Cisjordânia.
Vale lembrar que, no mês passado, militares transferiram poderes significativos para funcionários públicos aliados de Smotrich e favoráveis aos colonos.
