TRAGÉDIA NO RS REVELA FALTA DE COORDENAÇÃO E FAÊNCIA DOS SERVIÇOS BÁSICOS, AFIRMA DEPUTADA (PSOL) FERNANDA MELCHIONNA AO GNN

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Deputada foi a única parlamentar gaúcha a destinar emendas para o Rio Grande do Sul se preparar para desastres ambientais

A deputada federal Fernanda Melchionna, do Rio Grande do Sul. Foto: Divulgação

A avaliação é da deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL), que falou com exclusividade ao canal TV GGN [assista abaixo]. Única parlamentar gaúcha a destinar emendas para o Rio Grande do Sul em 2024, Melchionna conversou com Luis Nassif sobre como os “culpados” indiretos pela tragédia que o estado sulista atravessa no momento.

“Muitos me falam da dimensão dos culpados. Os governos agora têm investido em salvar vidas, com voluntários que se deslocaram para nos ajudar. Mas o que a gente vê é a falência de serviços básicos para a população. Falta de coordenação”, comentou ela quando questionada a respeito da reação do governo estadual, capitaneado hoje pelo tucano Eduardo Leite.

A parlamentar ressalvou que, de fato, a chuva que caiu sobre o Rio Grande do Sul, muito acima da média esperada para essa época do ano, é histórica. Porém, ilustrou como também – e para além do papel do Poder Executivo – os membros do Legislativo andam contribuindo para que cada vez mais tragédias ambientais aconteçam, contrariando todos os alertas emitidos por cientistas, ativistas, pesquisadores, etc.

“O que estamos discutindo não é ter ou não aquecimento global, é se teremos mais ou menos aquecimento. E se segue fazendo tudo para ter o pior cenário possível. Os impactos estão chegando muito antes do esperado”, complementou.

O Rio Grande do Sul já confirmou 113 mortes até o início da tarde desta sexta (10), além de centenas de desaparecidos, milhares de desalojados e centenas de milhares de pessoas afetadas pelas enchentes de alguma forma. As águas mal foram absorvidas ou escoadas, e o Estado já espera mais uma chuva torrencial para este final de semana, com potencial de fazer o rio Guaíba exceder cinco metros de altura novamente, conforme divulgou a equipe do governo estadual na tarde de quinta (9).

Melchionna lembrou que, há anos, o movimento ambientalista vem lutando para evitar tragédias. Ela citou como exemplo a batalha para impedir a exploração de uma mina de carvão na região de Porto Alegre, em 2019.

Mas além dos empreendimentos danosos, é preciso afrontar também o que chamou de “negacionismo neoliberal”, com a falta de investimentos em setores estratégicos, como de saneamento e defesa civil. Ela comentou que vários municípios do Rio Grande do Sul estão com número insuficiente de funcionários, o que é determinante, agora, no tempo de resposta à crise instalada por causa das fortes chuvas.

Na entrevista ao jornalista Luis Nassif, Fernanda falou também sobre seu projeto de lei para viabilizar ajuda financeira para reconstruir o Rio Grande do Sul.

Assista a entrevista abaixo:

Redação

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