NOVO LIVRO DE NILMÁRIO MIRANDA RECUPERA HISTÓRIAS DE PESSOAS PERSEGUIDAS PELA DITADURA MILITAR

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MEMÓRIA

Lançamento acontece às 19h da segunda-feira (29), no Museu Abílio Barreto, em Belo Horizonte

Redação
Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG) |

 

Assessor especial de Defesa da Democracia, Memória e Verdade do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Nilmário Miranda também foi uma das vítimas da ditadura – Clarice Castro – Ascom/MDHC

No mês em que se rememora os 60 anos do golpe militar no Brasil, o assessor especial de Defesa da Democracia, Memória e Verdade do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Nilmário Miranda, lança o livro Por trás das chamas, que conta histórias de pessoas perseguidas pelo regime militar. O título faz referência aos fornos da Cambahyba, usina de açúcar localizada no município de Campos dos Goytacazes (RJ), onde corpos de vítimas do regime eram incinerados. 

“Este é um livro de combate e intervenção política e pedagógica, que reúne nove histórias sobre a ditadura e as lutas de várias organizações de esquerda para enfrentá-la e tentar derrubá-la. Confrontos quase sempre desiguais, com resultados dramáticos e cruéis para a militância”, conta o autor, que também foi perseguido e torturado pela ditadura. 

Nilmário destaca a importância de manter viva a memória da ditadura. “Gerações que vieram depois desse período, principalmente a juventude atual, desconhecem grande parte desses acontecimentos. A emergência mais recente de movimentos de extrema-direita e neofascistas, não somente no Brasil, difundindo cada vez mais informações falsas e valores ideológicos antidemocráticos, torna esse conhecimento cada vez mais necessário e imprescindível”, defende.

Entre as histórias narradas pelo autor, estão as de Fernando Santa Cruz e Eduardo Collier, dois líderes estudantis e amigos de infância, que militavam na Ação Popular Marxista-Leninista (APML) e foram sequestrados por agentes da ditadura, em pleno carnaval de 1974, no Rio de Janeiro. 

Além disso, o livro relata a ação do regime ditatorial contra movimentos e partidos políticos, que tiveram o direito de organização cerceados pelos militares. 

Serviço

O lançamento com sessão de autógrafos ocorrerá às 19h da segunda-feira (29), no Museu Abílio Barreto, localizado na Av. Prudente de Morais, nº 202, no bairro Cidade Jardim, em Belo Horizonte.

Fonte: BdF Minas Gerais

Edição: Leonardo Fernandes

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