LUIS NASSIF: CAI O DESEMPREGO EM UM PAÍS QUE SE ACOSTUMOU À MEDIOCRIDADE
Cabeças de planilha alertam que se melhorar um pouco mais o emprego, a Selic irá parar de cair, e será a volta da inflação
Foto: Agência Brasil
A taxa de desemprego caiu para 7,8% da Força de Trabalho. Imediatamente acenderam-se todas as luzes do Banco Central e o cabeção de planilha alertou: se melhorar um pouco mais o emprego a taxa Selic irá parar de cair, por que será a volta da inflação. Volta aos níveis do pré-ultraliberalismo, inaugurado pelo pacote Joaquim Levy e prosseguido por Michel Temer e Paulo Guedes.

É uma conta que desconsidera diversos aspectos da População Economicamente Ativa (PEA). A Força de Trabalho é de 108,8 milhões de pessoas, 62% da PEA. Se juntar aqueles que estão foira da Força de Trabalhou ou Desempregados, dá 43% da PEA, ou 69,3% da Força de Trabalho. É apenas 14 pontos percentuais abaixo da Força de Trabalho Ocupada.

Para quem aprecia as pequenas vitórias, a FR Ocupada cresceu 2,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Houve queda de 7,5% da FT desocupada. Mas a soma de Desocupados mais os Fora da FT caíram apenas 0,8%.

Quando se compara com 10 anos atrás, percebe-se a estagnação econömica desse período liberal. A PEA cresceu 11,2%, mas a Força de Trabalho cresceu 10,5%.. A Ocupada cresceu 9,3%, mas a FT desocupada cresceu 27,1% e fora da FT cresceu 12,3%,

A soma de Subutilização mais Desalentados dá 21,1$ da Força de Trabalho. No último trimestre antes do desastre Joaquim Levy, estava em 17,7%.

Mesmo com esses númros medíocres, o salário médio permaneceu no mesmo lugar desde 2012.

O setor mais privilegiado da economia – a Agricultura -, por conta da mecanização gera cada vez menos empregos. O emprego na indústria praticamente estacionou nos últimos 10 anos e cresceu só nos setores ligados ao mercado ou tecnologia.


