CID, AO AFIRMAR: “NÃO SOU TRAIDOR”, PORQUE NÃO DISSE QUE BOLSONARO TRAMOU O GOLPE, É TRAIDOR DE SI MESMO POR AFIRMAÇÕES NA DELAÇÃO
PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG
O sistema de comunicação de massa é uma fonte inesgotável de produção de deboche-gargalhante.
A maior parte dos sujeitos-sujeitados que pratica sua reverberação e alimentação não sabe qualquer significado etimológico-semiótico-linguístico dos conceitos que usa na cadeia de redundância-propagadora de inverdades. Ou, de ficções linguísticas. Logo, esses sujeitos-sujeitados pelo sistema de comunicação de massa não passam de mudos e surdos-sociais. Tudo que a sociedade de consumo capitalística-capitalístico necessita para manter sua tirania-paranoica de todas formas de lucros-maldizentes.
O Brasil encontra-se encharcado por esses tipos de surdos e mudos que são importantes para produção de bolsonaristas de todas as formas e matizes. Se um pessoa pode ser entendida e qualificada pelos conceitos que ela usa, é muito fácil compreender quem ela é, já que os conceitos transportam valores. São indicadores de seus usuários. E como indicadores, nos caso dos nazifascistas, facilmente se sabe que eles são portadores de atrofias afetivas-cognitivas-éticas.
O disse não disse que Mauro Cid, vem propagando em forma linguística-defensiva “não sou traidor”, confirma o sistema de atrofias afetivas-cognitivas-éticas.
Para se livrar da prisão e condenação da suspeita de ser cúmplice dos crimes de Bolsonaro, Mauro Cid resolveu fazer acordo de delação premiada com a Justiça. Fato que até os marcianos sabem. Em suas delações, para a Polícia Federal ele contou, com riquezas de detalhes, as tramas de seu mestre maior, inclusive na trama do golpe.
Agora, Mauro Cid resolveu desdizer o que disse para a Polícia Federal, negando que jamais traiu Bolsonaro e que tudo não passou de “interpretação” dos investigadores sobre o que ele falou. Embora existam um enxame de provas contra ele e seu mestre maior colhidas pela Justiça em outros seguimentos das investigações:
“Não sou traidor, nunca disse que o presidente tramou um golpe. O que havia eram propostas sobre o que fazer caso se comprovasse a fraude eleitoral, o que não se comprovou e nada foi feito”.
Mas, o deboche-gargalhante que Mauro Cid nos presenteia, é sua afirmação “não sou traidor” quando ele mesmo confirma que é traidor, já que ao afirmar que não é traidor de Bolsonaro, afirma que é traidor de si mesmo, ao trair tudo que falou em suas delações para a Polícia Federal. O que confirma que ele não entende o significado do conceito traidor.
Como diz, Juquitinho dos Quadrinhos: “Esse Mauro Cid… Do guerreiro-campeador-espanhol, El Cid, só tem mesmo é o Cid!”