JUDEUS DEFENDEM AFASTAMENTO DE DEPUTADO NIKOLAS DA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO QUE DEFENDE A CRIAÇÃO DE PARTIDO NAZISTA, NEGA O HOLOCAUSTO E É RÉU TRIBUNAL DE JUSTIÇA
“Não há lugar para partido nazista e negação do holocausto no Brasil!”, afirmou a entidade em referência a posições polêmicas do bolsonarista
247 – A Articulação Judaica de Esquerda afirmou nesta quinta-feira (7) que exige o afastamento de Nikolas Ferreira (PL-MG) da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. “Não há lugar para partido nazista e negação do holocausto no Brasil!”, escreveu a entidade na rede social X.
“Nikolas Ferreira defendeu o ‘direito de negar o Holocausto e fundar partidos nazistas’. Citando a ‘liberdade de expressão’, extremista que acaba de ser eleito presidente da Comissão de Educação, afirmou ao podcast Irmãos Dias que ‘é melhor não proibir essas ‘opiniões'”, acrescentou a articulação judaica. >>> Eleito para Comissão de Educação, Nikolas já defendeu ‘direito de negar o Holocausto e fundar partidos nazistas’ (vídeo)
O deputado do PL-MG recebeu 22 votos de um total de 37 – houve 15 votos em branco. Os ocupantes dos demais cargos (1ª, 2ª e 3ª vice-presidências) serão definidos na próxima semana.
A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) apresentou questão de ordem para contestar a indicação do deputado. Ela alega que ele não possui conduta ilibada e não faz jus ao mandato.
A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) reforçou os argumentos da colega. “Não é possível que a Comissão de Educação, que trata de um dos principais assuntos da Casa, seja presidida por alguém já condenado em primeira e segunda instâncias por transfobia”, protestou.
Polêmicas
O deputado bolsonarista se envolveu em polêmicas nos últimos anos. Ele foi um dos congressistas do PL que teve as contas nas redes sociais suspensas por tentar amenizar a gravidade dos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023.
Nikolas participou de ataques da extrema-direita contra o youtuber Felipe Neto após o influenciador digital declarou apoio a Lula (PT) nas eleições. A troca de farpas rendeu ao deputado o apelido “chupetinha de genocida”, que ficou conhecido nas redes.
Acusado de transfobia, Nikolas divulgou uma gravação em 2022, em que uma adolescente transgênero de 14 anos usava o banheiro feminino de uma escola particular. O então vereador de Belo Horizonte pediiu o boicote da instituição de ensino por permitir que a aluna em questão utilizasse o mesmo banheiro que alunas cisgênero. O Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) instaurou um inquérito para apurar o episódio.
* Com informações divulgadas pela Agência Câmara