BRASIL ADERE A INICIATIVA GLOBAL DE DESENVOLVIMENTO DE POLÍTICAS PARA O CUIDADO
Plataforma discute a responsabilidade sobre cuidados e afazeres domésticos, que recai, majoritariamente, sobre as mulheres
Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Welington Dias, a parceria internacional fortalecerá o desenvolvimento de políticas e estratégias para garantir o direito ao cuidado, além de fortalecer o tema dos cuidados na agenda internacional.
A Aliança Global Pelo Cuidado é uma plataforma com informações sobre legislações, políticas, estudos e análises, a fim de fomentar discussões e trocas de experiências. Com a entrada do Brasil, a iniciativa agora reúne 18 países e mais de 160 instituições.
“A Aliança serve para que o conhecimento flua e ter o Brasil significa muito. Significa toda a experiência do país com distintos programas, de muitos anos, que tem o objetivo do cuidado. O Brasil tem muito sucesso nas políticas públicas voltadas para a população mais vulnerável e essa adesão permite que a Aliança saiba o que foi feito no país, o que nos deixa muito contentes”, comemorou Maria-Noel Vaeza, diretora regional da Onu Mulheres para a América Latina e o Caribe.
Papel das mulheres
Historicamente, de acordo com pesquisas e estudos, a responsabilidade do cuidado recai sobre as mulheres – em especial, as mulheres negras. Em geral, as mulheres têm de atuar no mercado de trabalho, pois respondem pela única fonte de renda da família, e ainda têm de realizar todos os afazeres domésticos e atividades familiares.
Em 2023, o governo criou a Política Nacional e de um Plano Nacional de Cuidados, além de solicitar a adesão à Aliança em novembro, durante o I Seminário do Mercosul sobre Políticas e Sistemas de Cuidado.
