PATRÍCIA FAERMANN: RELEMBRE OS SISTEMAS DE ESPIONAGEM DO GOVERNO BOLSONARO DENUNCIADO PELO GGN
PF avança nas descobertas das investidas do ex-presidente Jair Bolsonaro para espiar e monitorar. Confira as denúncias do GGN
Foto: Reprodução
Uma das vertentes da investigação apura o monitoramento praticado pela Abin. Pessoas ligadas aos filhos de ex-mandatário, Renan Bolsonaro e Flávio Bolsonaro teriam sido beneficiados de relatórios e investigações da Agência.
Atualmente deputado, Alexandre Ramagem (PL-RJ) era o diretor da Agência Brasileira de Inteligência, foi intimado a prestar depoimento à PF nesta quinta, mas não compareceu.
Se hoje detalhes desse uso da máquina pública estão sendo confirmados, as ferramentas de hackeamento contratadas pelo ex-governo já haviam sido denunciadas pelo GGN.
As táticas de monitoramento da Abin e de outras pastas do governo Bolsonaro foram expostas no especial “Xadrez da Ultradireita”, em 2022, e em uma série de reportagens do colaborador do GGN e cientista político, Bruno Lima Rocha, em 2021.
No caso da Abin, o especial “Os sistemas do Exército e da ABIN para a guerra cibernética eleitoral”, de Luis Nassif, detalhava todas as plataformas e serviços contratados pelo governo, por meio da Abin, para monitorar.
Foram denunciados: Pesquisa em Fontes Abertas, Transcrição de áudios e reconhecimento facial, Monitoramento físico, Geosense, Rastreamento digital, mapeamento de IPs e Hackeamento de celulares.
Na publicação, também foram revelados contratos sigilosos no Diário Oficial para a compra de plataformas de hackeamento.
Na reportagem “Centro de Inteligência do governo atua longe de qualquer controle“, também do especial do Xadrez da Ultradireita, Lia Ribeiro Dias detalhava as práticas suspeitas da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), subordinada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública então sob o comando de Sergio Moro, que também monitorou cidadãos.
Na publicação “Governo adquire sistemas espiões e ciber milionários, com ligações societárias e interesses suspeitos“, exploramos com exclusividade contratações da Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça e do Comando de Defesa Cibernética do Exército (ComDCiber).
O uso do sistema Pegasus, por exemplo, também já havia sido exposto por Bruno Lima Rocha, na publicação “A indústria israelense de espionagem: o caso Pegasus“, entre outras (aqui e aqui).
