JOAQUIM DE CARVALHO: ESCÂNDALO DA ABIN PODE AJUDAR A DESVENDAR O QUE ACONTECEU EM JUIZ DE FORA COM BOLSONARO
25 de janeiro de 2024 –
(Foto: Reprodução | REUTERS/Ricardo Moraes)
Essa estrutura de espionagem e outras ilegalidades nasceu naquela tarde em que Adélio Bispo de Oliveira ficou frente a frente com Carlos Bolsonaro e caminhou na sua direção antes de ficar frente a frente com Jair Bolsonaro e, com sua atitude, eleger o líder da extrema direita brasileira presidente da república.
Um deles, “Bolsonaro e Adélio – Uma fakeada no coração do Brasil”, está disponível no catálogo da Claro TV. O outro, “Fakeadas – Bolsonaro e a guerra contra o Brasil”, continua fora do alcance do público.
Busquei a íntegra das imagens desses drones, mas não encontrei. Uma edição foi divulgada pela propaganda bolsonarista horas depois do evento, com cortes.
Felipe Félix é o policial em quem Bolsonaro se apoiava no trajeto pela cidade. Depois, ele foi flagrado espionando um ex-sócio de Jair Renan.
Ao apurar esta história, recebi mensagem ameaçadora, envolvendo inclusive minha família. Denunciei o caso à Polícia Civil do Distrito Federal, mas a investigação não avançou, até onde sei.
Foram esses policiais federais que indicaram Alexandre Ramagem para a direção-geral da Abin, por intermédio de Carlos Bolsonaro.
Parte da história foi contada por Gustavo Bebianno, meses antes de morrer, sem revelar os nomes. Eu descobri os nomes quando apurei o documentário “Uma fakeada no coração do Brasil”.
Não se trata de alimentar teoria da conspiração, mas da necessidade de responder a todas as perguntas sobre aquele caso.