BRASIL QUITA R$ 4,6 BILHÕES EM DÍVIDAS COM ORGANISMOS INTERNACIONAIS
Entre os compromissos estavam contribuições ao orçamento regular da ONU (cerca de R$ 289 milhões) e também R$ 1,1 bilhão referentes a missões de paz. Ao quitar uma série de dívidas com entidades internacionais, o Brasil garante o protagonismo da diplomacia para os anos seguintes
05/01/2024 –
Os passivos eram da ordem de R$ 4,6 bilhões. Entre os compromissos estavam as contribuições ao orçamento regular da Organização das Nações Unidas (ONU), no valor aproximado de R$ 289 milhões. E também R$ 1,1 bilhão referentes a missões de paz. “O Brasil seguirá honrando os seus compromissos internacionais”, informa o texto conjunto dos ministérios das Relações Exteriores e do Planejamento e Orçamento.
Os pagamentos permitiram uma série de exercícios da influência brasileira na comunidade internacional. Como a recuperação do direito de voto em organismos como a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO), a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) e o Tribunal Penal Internacional (TPI).
Sem dívidas, com protagonismo
O Brasil também fica mais próximo de concretizar o evento da Cúpula do Clima da ONU, a COP-30, marcada para 2025, em Belém. “O país também saldou dívidas importantes na área de meio ambiente e mudança do clima. Incluindo as contribuições relativas à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e ao Protocolo de Quioto, o que adquire particular importância à luz da escolha de Belém do Pará, para sediar a COP-30”.
“O Brasil contribuirá para isso a alteração do tratamento orçamentário desse tipo de despesa no Projeto da Lei Orçamentária Anual para 2024, aprovado em 22 de dezembro pelo Congresso Nacional. Então, o texto reclassifica como obrigatórias as despesas referentes a contribuições e a primeiras rodadas de integralizações a bancos multilaterais de desenvolvimento. Eles são resultantes de compromissos previstos em tratados internacionais promulgados pelo Brasil. Então, isso evitará o acúmulo futuro de passivos com organismos internacionais de direito internacional público”