ROGER WATERS, EX-PINK FLOYD, É PROIBIDO EM BUENOS AYRES E MONTEVIDÉU POR SUA DEFESA AOS PALESTINOS. ENQUANTO ISSO, AQUI, SE COMEMORA 40 ANOS DE BOLERO COMO SE FOSSE ROCK. EX: ULTRAJE A RIGOR

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PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

                                   Para o casal genuinamente Vibráteis do Rock, Mário Freire e Fernanda Freire.

 

Se no tempo que havia rock de raça na Inglaterra e em algumas partes dos EUA, não havia rock brasileiro. O que fazia até quando Roberto Carlos cantava, “Vinha voando no meu carro quando vi pela frente…”, ser considerado roqueiro. E se não fosse o falso maluco beleza, Raul dos Santos Seixas para fazer de conta que fazíamos rock, tudo ficaria auditivamente bolero-mexicano. Como ficou.

 

Qualquer falso maluco beleza sabe que nós somos sambistas, além de talentosos imitadores do Jazz, a chamada música para acompanhar refeições dos capitalista nos restaurantes norte-americanos, vide exemplo a tal da Bossa-Nova que sempre foi arcaica, como eram arcaicos e reacionários seus criadores, classe média, do sul maravilha carioca, hoministas, um dos primeiros declaradamente cultuadores da mulher-objeto-sexual de consumo. Exemplo incontestavelmente-fálico, a tal da Garota de Ipanema.

 

 E ainda tem quem se orgulhe e chore quando escuta, lembrando, nostalgicamente, de um revolucionário passado. “No meu tempo era que tinha boa música! Hoje… Meu Deus!” 

 

Não é vergonhoso assumir que não temos qualquer intimidade com o rock que é uma pauleira política-libertária de protesto contra a opressão do sistema-capitalista-capitalístico, daí porque a proibição ao Roger Waters, ex-Pink Floyd, em Buenos Ayres e Montevidéu, porque sempre esteve engajado nas lutas libertárias como manda o Fator-Base-Rock. 

 

Alguém já ouviu ou leu as posição políticas dos tais ‘roqueiros brasileiros (até rimou: isso é rock)’ sobre o genocídio praticado por Israel, o povo eleito por deus, propagador do bem, na Palestina? O Bolsonarista, Roger, a inteligência do QI-Artificial, o QI que exclui o Outro, do Ultraje a Rigor, se pronunciou? 

 

As posições politicamente engajadas de Roger Waters, que devem ser de todos genuinamente roqueiros, não podem ser vistas e nem ouvidas em bandas com nomes de colegiais como Paralamas do Sucesso, Kyd Abelha, Biqini Cavadão, Nenhum de Nós, entre outros eternos adolescentes que ousam afirmar que comemoram 40 anos de Rock Brasileiro quando permanecem os mesmos edipianizados como Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, entre outros que negam Belchior com seu “tudo muda, e com toda razão”. 

 

Não sabem que, em suas fantasias de colegiais classe media, só fizeram foi continuar o bolero mexicano tão revolucionário como Quero que Vá Tudo Para o Inferno de Roberto e Erasmo, o Tremendão, mas sem o tremor que o Rock proporciona. Sérgio Murilo e Demétrio provocavam mais tremor na década de 50 e 60. 

 

Como diz a roqueira das Pororocas, Malagueta Dylan: “Se querem negar suas impotências e condições-burguesas do chamado rock da dor, façam como Roger Waters: Bradem que Israel é Genocida e capacho dos EUA!”   

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