ERA UMA VEZ UM MUNDO EM QUE OS DEUSES SURGIRAM JUNTOS COM SEUS POVOS, MAS UM ACREDITOU QUE SEU DEUS VEIO DE FORA E O FEZ POVO ELEITO COM GOVERNANTES-SÁDICOS

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PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

Era uma vez um mundo em que os deuses surgiram juntos com seus povos, mas teve um que fantasiou que seu deus havia vindo de fora e o transformara em povo eleito. Sob a força dessa crença, acreditou que sua religião era a única, universal, verdadeira e justa. 

 

Então, esse povo eleito se auto-endeusou, invadiu e se apossou do território de um povo-livre, e criou um estado-teocrático conferindo aos seus governantes totais condições para fantasiarem que eram deus na Terra com poderes sobre todos os outros povos que eles tomavam como inimigos. Dominados por essas fantasias teocráticas, eles perseguiam, torturavam e matavam os seus nomeados inimigos.

 

Preso em sua fantasia de povo-eleito, não percebia que seu deus não era um ser transcendente da realidade terrestre, mas, tão somente, um falso-deus, habitando outra região da Terra de onde concebia planos imperiais de intervenção, exploração e assassinatos de outros povos, para se apossar de suas riquezas. 

 

Diante da propaganda de que era um povo-eleito, os outros deuses e seus povos caíram na gargalhada, porque nunca tinham visto um povo ter um deus que não surgiu junto com seu povo. Era um caso muito estranho. “... estranha parece a noção de que um deus “escolhe” um povo de repente, declarando que este lhe pertence e que ele próprio é o deus deste povo. Acredito que seja um caso único na história das religiões humanas. Normalmente, um deus e um povo estão ligados de forma inseparável, são unidade desde o princípio (Freud, em seu livro, Moisés e o Monoteísmo)”. 

 

Todavia, com o rolar do tempo, a maioria das mulheres e homens representantes deste povo, entendeu que era vítima da superstição criada, conservada e alimentada pelo medo (Spinoza) que esses pervertidos governantes exploravam em seus benefícios particulares mentindo que estavam defendendo a pátria. 

 

Diante dessa verdade, exigiram a expulsão destes governantes-assassinos e passaram a descrer no falso-deus habitante da outra região terrestre,

 

Assim, os povos perseguidos conseguiram viver em paz. 

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