BOLSONARO DEIXOU 36 MILHÕES DE VACINAS VENCEREM
Carga foi incinerada pelo Ministério da Saúde no primeiro semestre, em uma média diária de 200 mil doses de imunizantes
O governo de Jair Bolsonaro (PL) deixou como herança para o Ministério da Saúde uma carga de 36 milhões de vacinas já vencidas ou com prazo de expiração próximo, sem prazo suficiente para utilização.
Com isso, uma média de 200 mil imunizantes foram descartados pela pasta diariamente – sendo que nove a cada dez vacinas venceram ainda em 2022 ou em março deste ano
Do total de imunizantes vencidos, 66% (ou 24,3 milhões de doses) eram de vacinas contra a covid-19, mas também foram descartados imunizantes contra febre amarela, vacina tríplice (difteria, tétano e coqueluche), raiva canina, tuberculose grave, catapora, tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e catapora), cólera e hexavalente (difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, hepatite B e Hib).
Enquanto o estoque de vacinas vencia, a cobertura vacinal do país não parou de cair: até 2014, a cobertura chegava a 90%, com o país chegando à segunda maior cobertura vacinal infantil do mundo.
Porém, em 2021, apenas 60% das crianças foram vacinas contra hepatite B, tétano, difteria e coqueluche. Em 2022, o Brasil entrou na lista dos 10 países com mais crianças sem o ciclo de vacinação completo.
Segundo o Ministério da Saúde, 12,3 milhões de vacinas conseguiram ser salvas para uso emergencial no semestre, ao mesmo tempo em que reforçou a retomada de campanhas de vacinação, realizou doações humanitárias e criou um comitê para acompanhamento dos estoques.
