PROCURADORA QUE OUVIU DENÚNCIAS DE TONY GARCIA É APOIADORA DE SÉRGIO MORO
Elena Urbanavicius Marques, procuradora presente na audiência em que Tony Garcia acusou Moro de conduta ilegal, demonstra apoio incondicional ao ex-juiz da Lava Jato
No documento, Elena e seus colegas destacam as habilidades jurídicas de Moro, afirmando que ele demonstrou um profundo conhecimento e uma compreensão atualizada no enfrentamento de crimes em larga escala durante sua atuação na Operação Lava Jato. Além disso, ressaltaram que sua decisão de abrir mão das prerrogativas e garantias do cargo de juiz para assumir o Ministério da Justiça reflete um notável desprendimento pessoal em prol do Brasil e dos interesses da sociedade, conforme enfatizou a procuradora Elena.
Durante a audiência em que Tony Garcia expôs supostas irregularidades na conduta de Moro como juiz, a juíza Gabriela Hardt colheu seu depoimento na presença da procuradora Elena, em 2021. A gravação desse depoimento foi compartilhada pelo canal TV 247 no YouTube. No entanto, o termo do depoimento permaneceu engavetado por mais de dois anos, até que o juiz Eduardo Appio assumiu a titularidade da 13ª Vara e encaminhou cópias do processo ao Supremo Tribunal Federal, onde Moro possui foro privilegiado.
Ao encaminhar o depoimento ao STF, o juiz Appio enfatizou que Gabriela Hardt e a procuradora “nada fizeram” diante das declarações de Tony Garcia, mesmo que os fatos narrados claramente configuravam uma possível infração penal. A defesa de Garcia questionou a imparcialidade de Hardt com base em dois motivos: a antecipação de juízo de valor contrário ao delator em alguns despachos e a demonstração de afinidade com Moro e os procuradores da Lava Jato. Hardt já se declarou suspeita para julgar Tony Garcia e se afastou dos processos, mas, de forma curiosa, apresentou uma ação por danos morais contra Garcia, após ser acusada por ele de ter “ignorado” seu depoimento.
Esse caso evidencia a relação entre a procuradora Elena Urbanavicius Marques, que manifestou seu apoio público a Sergio Moro, e as denúncias feitas por Tony Garcia, que acusou Moro de utilizar métodos ilegais para forjar delações premiadas.