JUIZ DA LAVA JATO DETERMINA QUE DALLAGNOL, SEM FORO, PRESTE DEPOIMENTO EM AÇÃO DE TACLA DURAN
Objetivo é apurar o grau de proximidade de Dallagnol com Walter José Mathias Junior, atual procurador responsável pelos casos relacionados a Duran
“Ainda que Rodrigo Tacla Duran faça referência direta à audiência realizada neste Juízo Federal, durante a qual o Exmo. Sr. Procurador da República reconheceu vínculos de convivência pessoal do o ex-procurador Deltan Dallagnol, considero que a prova produzida até o momento deve ser complementada pela oitiva da testemunha referida, a qual deve esclarecer se mantém vínculo de amizade pessoal e íntima com o Exmo. Sr. Procurador da República requerido”, diz Appio, na decisão.
A convocação foi possível após Deltan perder a prerrogativa de foro e os privilégios legais relacionados ao mandato de deputado federal. Na última terça-feira (16/5), o Tribunal Superior Eleitoral cassou o registro da candidatura e consequentemente, o mandato de deputado federal do ex-procurador da República.
O TSE entendeu que, ciente de que os 15 procedimentos administrativos dos quais era alvo no Conselho Nacional do Ministério Público poderiam render processo administrativo disciplinar (PAD) e torná-lo inelegível, Deltan Dallagnol antecipou sua exoneração do cargo de procurador da República e, assim, fraudou a lei.