CINTIA ALVES: IRONIA DO DESTINO: ADVOGADO PRESO INDEVIDAMENTE POR MORO NOS ANOS 2000 AJUDOU A CASSAR SEU PARCEIRO DALLAGNOL
O criminalista Michel Saliba tem um passado traumático com o ex-juiz Sergio Moro, contado com exclusividade na TVGGN
Saliba advogou no TSE pela cassação de Dallagnol em nome do PMN. A Federação Brasil da Esperança também era parte interessada na cassação e fez uso do púlpito perante os ministros, na figura de seu advogado Luiz Eduardo Peccinin.
Só que Saliba tem um passado traumático com o ex-juiz Sergio Moro, que foi contado com exclusividade no documentário da TVGGN.
Advogado criminalista, Saliba sentiu na pele o impacto dos métodos abusivos de Moro enquanto magistrado.
Em meados dos anos 2000, Saliba e outros advogados foram presos indevidamente na Operação Big Brother, a mando de Sergio Moro, que sequer tinha competência para julgar aquele caso.
Saliba será entrevistado novamente por Luis Nassif no programa TVGGN 20 horas, na noite desta quarta-feira (17), ao vivo. Clique aqui para assistir.
Saliba acredita que foi preso por ser um dos desafetos de Moro, já que o jovem advogado representava empresários que estavam na mira do ex-juiz que, desde os tempos de Banestado, era “seletivo” e “perseguia holofotes”. Na metodologia de Moro, a melhor forma de atrair atenção da imprensa é julgando figuras influentes e poderosas.
Na Lava Jato, Saliba quase voltou a bater de frente com Moro e os procuradores da força-tarefa do MPF em Curitiba, agora na condição de investigado, mas tratou de “aplicar uma vacina” para se preservar de uma nova devassa e exposição na sua vida pessoal
No documentário que narra o passado de Moro, Saliba frisa que o ex-juiz repetiu na Lava Jato a mesma prática de ser o “senhor de todos processos”, mesmo quando não são de sua competência.
Na Lava Jato, essa situação poderia ter sido corrigida no começo da operação. Mas a pressão da mídia sobre o então ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, o fez manter o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, sob a batuta de Moro, mesmo enquanto eles delatavam crimes que envolviam pessoas com foro privilegiado.
O recuo de Teori foi um “divisor de águas” na Lava Jato. Quando Youssef e Paulo Roberto Costa perceberam que seriam julgados por Moro, aderiram de vez à delação premiada e seguiram o script dos procuradores da Lava Jato. O resto, vocês já sabem.
Assista ao documento Sergio Moro: A construção de um juiz acima da lei:
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