APÓS RECORDES HISTÓRICOS, DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA CAI 61% EM JANEIRO

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Aerial view showing a deforested area of Amazonia rainforest in Labrea, Amazonas state, Brazil, on September 15, 2021. - World leaders reunited in Glasgow for the COP26 on November 2, 2021 issued a multibillion-dollar pledge to end deforestation by 2030, a promise met with scepticism by environmental groups who say more urgent action is needed to save the planet's lungs. (Photo by MAURO PIMENTEL / AFP)

DADOS DO INPE

Alertas de desmatamento em janeiro de 2023 totalizaram 167 km², quarta menor marca já registrada no mês desde 2015

Murilo Pajolla
Brasil de Fato | Lábrea (AM) |

 

Amazônia registrou recordes de queimadas mesmo na estação chuvosa – MAURO PIMENTEL / AFP

Os alertas de desmatamento na Amazônia Legal em janeiro deste ano caíram 61% em relação ao mesmo mês de 2022. Os dados são do sistema Deter, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), e foram divulgados nesta sexta-feira (10). 

Os alertas de desmatamento em janeiro de 2023 totalizaram 167 km², a quarta menor área já registrada no mês desde 2015, quando começou a série histórica do Deter. Em janeiro do ano passado, a taxa foi de 430 km².

A taxa pode sofrer ajustes após a consolidação dos dados, já que a nebulosidade neste período do ano pode tornar o monitoramento dos alertas menos preciso. O índice do primeiro mês de 2023 está acima apenas das taxas registradas em 2017 (58 km²), 2019 (136 km²) e 2021 (83 km²). 

 

Entre dezembro e março, a Amazônia vive a estação chuvosa, o que dificulta a ocorrência de queimadas. Mesmo assim, o período de chuvas de 2022 registrou recordes de desmatamento, contrariando a tendência que predomina no bioma. 

Especialistas ouvidos pelo Brasil de Fato atribuíram o aumento histórico do desmatamento no último ano à expectativa de que a troca de comando no governo federal pudesse desfavorecer o crime ambiental na Amazônia. 

Força-tarefa interministerial discute desmatamento zero

Ao contrário do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu fazer cumprir a legislação ambiental brasileira e lançar as bases para zerar o desmatamento em todos os biomas brasileiros até 2030.

“Nós já temos um desmatamento, que vem do outro governo, de mais de 6 mil quilômetros quadrados (km²), isso é o que vem do governo do presidente Bolsonaro”, afirmou a ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva.

“A partir de janeiro de 2023, [o desmatamento] é da nossa responsabilidade. Mas há uma taxa de desmatamento já acumulada do governo anterior e nós vamos fazer de tudo para que essa curva possa baixar”, declarou a ministra à Agência Brasil

 

A primeira reunião da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas no Brasil (PPCD) foi realizada na quarta-feira (10). No encontro, autoridades definiram a estrutura do programa.

O governo Lula enfrenta ainda a herança da invasão garimpeira na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Nesta sexta-feira (10), a Polícia Federal deu início a Operação Libertação, que começou a destruir o maquinário usado na atividade ilegal dentro do território indígena. 

Edição: Vivian Virissimo

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