A LENIÊNCIA DO MPF, COM ARAS, AO LONGO DO GOVERNO BOLSONARO

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Comandada por Aras, instituição protegeu presidente e também reduziu investigações próprias relacionadas à corrupção

O Ministério Público Federal (MPF), comandado por Augusto Aras, atuou como uma espécie de barreira de proteção do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra pedidos de investigação e diminuiu o total de apurações próprias sobre crimes ligados à administração pública.

No período entre 2016 e o atual governo, houve redução na quantidade de novos procedimentos de investigação criminal (PIC) para apurar suspeitas de crimes como peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, além de delitos previstos pela Lei das Licitações.

Nos anos de 2021 e 2020, respectivamente, todo o MPF instaurou 241 e 200 PICs em todo o MPF para apurar crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e contra a Lei de Licitações.

“A conduta do atual procurador-geral envia a mensagem para os membros do Ministério Público de todo o Brasil de que não terão respaldo quando abrirem investigações que confrontem interesses de poderosos em Brasília”, diz Bruno Brandão, diretor-executivo da Transparência Internacional Brasil, ao jornal Folha de São Paulo.

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